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Para assegurar a liderança


Por Tribuna

23/07/2011 às 07h00

Com a missão de, com uma vitória, se manter na ponta da classificação do grupo A5 da Série D do Campeonato Brasileiro, o Tupi faz hoje sua estreia em casa na competição nacional. E para vencer o Tocantinópolis, em partida que começa às 16h, no Estádio Municipal, o Carijó conta com a força de um leão. Pelo menos pela cabeleira e a disposição em campo é o que se pode dizer do atacante Cassiano.

Garimpado no futebol amador de Cataguases, em 2009, pelo então treinador Leonardo Condé, o jovem jogador do Tupi, de 22 anos, vem ganhando espaço nesse início de Série D e fez uma boa estreia na competição, marcando um dos gols da vitória na primeira rodada, por 3 a 1, sobre o Itumbiara, fora de casa. Cassiano cumpre a difícil missão de substituir o ídolo Ademilson que, a exemplo de hoje, desfalcou o time na partida do interior de Goiás.

Procuro fazer meu trabalho e conseguir meu espaço. Substituir o Adê, para mim, é uma honra. Espero continuar o bom desempenho e, quem sabe um dia, me tornar ídolo da torcida do Tupi como ele é. É um espelho para todos aqui e vem me dando muita força, diz o atacante.

Dono de um futebol de raça, velocidade e habilidade, não é só pelos atributos técnicos que Cassiano hoje chama a atenção em campo. Adepto da mudança de estilo, passou da cabeça completamente raspada quando chegou a Santa Terezinha para uma vasta cabeleira nos dias de hoje, com incursões até por arcos e trancinhas. É um estilo meio ‘juba de leão’, meio ‘preciso de tratamento’. É feio. Assusta a nós, companheiros, que dirá o adversário. Mas, se está dando sorte, deixa, pede o lateral-direito Henrique. Sem brincadeira, o futebol aguerrido e veloz do Cassiano nos ajuda muito. Ele sempre causa preocupação aos zagueiros e nunca desiste. Tem contribuído muito com a equipe, completa.

O dono da juba concorda que o estilo não é dos mais convencionais e não agrada a todos, mas, nem por isso vai deixá-lo de lado. Resolvi soltar o cabelo e deixar assim. Deu sorte, então, deu certo. Vai continuar. Serve pelo menos para assustar os oponentes, brinca.

Segundo o técnico Ricardo Drubscky, se o cabelo não atrapalha o desempenho do jogador, então não há problema. É o perfil do Cassiano, da personalidade dele. Se ele se sente à vontade, que permaneça com o cabelo assim. Todo atleta se agarra a algo para mostrar sua individualidade, ou então a determinados amuletos. Se não atrapalhar o desempenho em campo, tudo bem, aprova.

Com pouco tempo para trabalhar entre a estreia, na última segunda-feira à noite, e o jogo de hoje, o técnico Ricardo Drubscky deve manter a base da equipe que venceu o Itumbiara. A principal dúvida é o aproveitamento do volante Denilson no meio de campo, na vaga que foi de Nando no primeiro confronto pela Série D.

Longa viagem

A delegação do Tocantinópolis chegou a Juiz de Fora na madrugada de quinta-feira. O time do interior do Tocantins viajou 2.212km, em quase 40 horas de ônibus, até a Zona da Mata Mineira. Mas o técnico Ricardo Drubscky prega respeito e diz que a longa viagem dos tocantinenses não vai pesar durante os 90 minutos. Não tem isso de cansaço. Já vimos várias vezes times nessas condições se superarem. E acredito que não será diferente com o nosso adversário, alertou o comandante carijó.

O Tocantinópolis estreou com derrota em casa, por 2 a 1, para o Anapolina, e vem a Juiz de Fora em busca de recuperação. O único desfalque confirmado é do centroavante Evaldo. Paulo Renato deve ser seu substituto. O zagueiro Kanu, recuperado de contusão, e o meia Ismael, regularizado junto à CBF, são as principais opções do técnico Pedro Mendes.