Vitória do Tupi no Arruda coroa ótima campanha

A campanha vitoriosa do Tupi na Série D tem números impactantes. O primeiro título nacional do clube e a vaga na Terceira Divisão só foram possíveis graças a um aproveitamento de quase 70%, números que garantiram ao Carijó uma campanha sem sustos. Se não apresentou um futebol encantador na fase de classificação, o time de Juiz de Fora jogou para o gasto e conquistou o primeiro lugar de seu grupo, ao vencer quatro de suas oito partidas e despachar adversários como Itumbiara e Gama.
Nos momentos de decisão é que são forjados os heróis. A postura agressiva e o semblante campeão do Tupi surgiram nas oitavas de final. Contra o Volta Redonda, o Carijó viveu o momento mais crítico na competição. A derrota por 1 a 0 fora de casa fez com que qualquer gol do adversário no Municipal ganhasse contornos de drama. Lembranças dolorosas voltaram ao imaginário do torcedor quando os visitantes balançaram as redes. Uma. Duas vezes. Aos 5 minutos do segundo tempo, o placar apontava 2 a 1 para o Voltaço. Mas era 1º de novembro. Dia de Santa Terezinha. A padroeira atendeu às preces da e torcida. O milagre se materializou nos pés de Chrys, Wesley Ladeira, Allan e Henrique, que sacramentaram a vitória por 4 a 2. Histórico.
Em seguida, o Tupi foi vítima do jogo de bastidores dos times do Centro-Oeste. Enquanto Tocantinópolis e Anapolina se engalfinhavam no tapetão, o Carijó foi forçado a ficar 25 dias longe dos gramados. Ruim? Que nada! Ademilson utilizou o tempo para se recuperar de lesão. Na surdina, como um super-herói. O camisa 9 voltou. Lembrou o saudoso Ézio, em cores diferentes. De máscara branca e capa negra, despachou a Xata nas quartas de final. Foram cinco gols nos dois confrontos. Vaga na Série C estava garantida. Heróico.
Cara de campeão
Para muitos, o título do Tupi era o acesso. Consumado o objetivo, o sonho se elevou. A Série D virou Copa do Mundo para os jogadores. Implacáveis, não tomaram conhecimento do antes temido Oeste. Destemido, o Galo fez 3 a 0 lá. Fora o show de bola. E 3 a 1 aqui. Com show de bola. Gols em profusão. Marcel, Augusto, Marquinho, Vitinho (2) e Adê. Aquela cara assustada de campeã, que surgia na vitória sobre o Voltaço, ganhava confiança. Sublime.
Veio o Santa Cruz e o Mundão do Arruda. Contra 60 mil pessoas, o Tupi tinha mais que 11 jogadores. Tinha em Ricardo Drubscky um técnico inteligente. Peças de reposição no banco de reservas. Quinze mil aliados na arquibancada do Municipal. Tinha Ademilson, 1 a 0 em Juiz de Fora. Tinha a vantagem do empate no jogo de volta. Mesmo assim, respeitou o adversário. Viu o goleiro Rodrigo brilhar, Allan ser decisivo e Henrique se consagrar. Fez 2 a 0 na vitória de um grupo que tem vergonha na cara e cara de campeão. Mágico.









