Papo de gandula
Valeu
Caros e caras, a participação do Tupi na Série D de 2013 não terminou como nos meus mais belos sonhos, com uma final apoteótica, decidida em casa, contra o Botafogo-PB depois de uma reversão improvável de placar na semifinal diante do Juventude, mas valeu. Principalmente pela luta vista no Estádio Municipal no último sábado. E olha que o placar só não virou mesmo por conta de detalhes. O jogo terminou 1 a 0 para o Carijó mas poderia ter sido facilmente uns quatro, contando com bela chance no primeiro tempo desperdiçada por Cassiano, um gol na minha opinião mal anulado de cabeça de Ademilson – acredito que ele estava pelo menos na mesma linha do defensor que se encontrava no bico esquerdo da grande área dos gaúchos – e outra oportunidade do próprio artilheiro do Alvinegro, que chutou em cima do goleiro Airton. Nem falo do pênalti que o Adê errou já no apagar das luzes.
Aliás, o lance da penalidade máxima e do erro do camisa 9 do Tupi, foi outro aspecto que valeu no jogo de sábado. Reconhecendo tudo que Adê já fez com a camisa carijó e sua importantíssima contribuição ao acesso à Série C deste ano, o torcedor aplaudiu o centroavante depois de a bola encobrir a meta do Juventude. Merecidos aplausos e apoio a quem dá sangue, alma e exemplo de como honrar a camisa do Carijó em campo. Me emocionei de verdade nessa hora e, aqui nesse nosso Papo, sou eu quem aplaudo os torcedores presentes ao Mário Helênio.
Mas o que mais valeu mesmo foi a campanha do Tupi nessa Série D. Avassalador na primeira fase, competente nos mata-matas contra a Aparecidense-GO e Mixto-MT, o time comandado por Felipe Surian conseguiu com louvor seu acesso. Não foi fácil, apareceram os obstáculos como falta de dinheiro, atraso de salário, cortes de luz e água, massagista surgindo do nada, além dos corneteiros de plantão de sempre – que obviamente mudam da água para o vinho suas opiniões quando perceberam que o embalo não ia se perder e os guerreiros de Santa Terezinha iriam subir mesmo. Tudo foi superado na base do companheirismo, com um jogador se apoiando no outro e nos profissionais da comissão técnica, construindo assim a volta à Terceira Divisão.
Agora o momento é de reavaliação para que os erros do segundo semestre não se repitam na próxima temporada, pois não é sempre que vai acontecer a mágica química blindada que não deixou os problemas influenciarem no rendimento dentro de campo. Talvez até a eliminação antes da final sirva de ajuda e alerta para mudanças, estruturais e de elenco para um ano com calendário cheio e no qual não queremos acompanhar um novo descenso como em 2012.









