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Um espião com raízes carijós


Por Tribuna

22/09/2011 às 07h00

A comissão técnica do Tupi foi buscar em Nova Lima informações mais específicas sobre o Volta Redonda, adversário do Carijó no primeiro mata-mata da Série D do Campeonato Brasileiro, cujo jogo de ida acontece no próximo domingo. Adversários do Voltaço na primeira fase, o Villa Nova, que tem como treinador o juiz-forano Leonardo Condé, venceu um jogo fora de casa e perdeu o confronto com os cariocas em seus domínios – utilizando um time recheado de reservas, já que estavam com a classificação e o primeiro lugar da chave A6 garantidos -, ambos por 1 a 0.

O contato entre as duas comissões técnicas é muito natural. Sou amigo do Léo (Condé), e o preparador físico do Villa (Maurício Marques) também me conhece há bastante tempo. Além disso, todos aqui no clube trabalharam com o Léo no primeiro semestre. Então, buscamos informações nessa fonte confiável, disse o técnico do Tupi, Ricardo Drubscky.

Na análise do treinador do Villa, o Carijó terá uma pedreira pela frente. É um time que joga há muito tempo junto e tem aí sua força. Além disso, uma zaga sólida e dois pilares do meio de campo com o Jonílson e o Glauber (ambos ex-Botafogo). No jogo que ganhamos em Volta Redonda, cada equipe teve umas quatro ou cinco chances de gol, e em Nova Lima, quando perdemos, também foi um jogo aberto e equilibrado, contou Condé que, curiosamente, pode ser adversário do Carijó nas quartas de final.

Dilema

Fazendo o primeiro jogo fora de casa, o Tupi vai buscar o equilíbrio entre se proteger e balançar a rede do adversário, já que, pelo regulamento, marcar fora de casa dá vantagem ao clube na definição do confronto. Acostumado a viver o dilema de atacar ou defender, o volante Denílson sabe o que seu time deve fazer para ter sucesso no domingo. O ideal é fazer gol no campo deles, mas nos defendendo bem, para sairmos com a vitória. Acredito que o segredo é estarmos bem postados e mantermos a posse de bola para não sermos surpreendidos.