Diário de um atleta
Ora, bolhas!
Realmente, estava tudo bom demais para ser verdade. Eu já estava começando a desconfiar. Depois de um início de treinamentos no qual todos os músculos do meu corpo que eu sabia existirem doíam – e os que ia descobrindo mais ainda -, além de São Pedro ter aberto a geladeira e eu ter que reaprender a correr, tive uma maré de muita sorte nos treinos. Nada de errado aconteceu. Até a última quarta-feira.
Já contei os problemas que acabaram mudando os meus planos de horário de treinos. Mas, o melhor – nesse caso o pior – ainda estava reservado para a manhã desta quinta-feira. Descobri algumas bolhas no meu pé esquerdo. Uma delas naquele lugarzinho do lado do pé, que você nunca nota ser importante para sua pisada, até ter uma bolha lá. E olha que meu tênis não é novo – e sim o mesmo velho surrado com o qual fiz praticamente todos os meus treinos até hoje -, a meia é a mesma, de algodão, com a qual treinei várias vezes – fiquem calmos, lavei depois de cada treino. No entanto as fofinhas bolhas apareceram.
Comecei a cuidar delas, mas, do jeito que está nesta quinta-feira, andar é complicado, imagina correr. Se não melhorarem até esta sexta-feira, meu treino ficará prejudicado. Como nessa reta final de preparação não posso me dar ao luxo de perder treino, vou encarar, com problemas ou sem, até onde der. Ouvi essa semana do professor Fabiano Bastos, da Saúde Performance, que ‘tênis de corredor é castigado mesmo, tem que ser guerreiro’. Se o tênis tem que ser guerreiro, que dirá o pé. Então, meu recado para as bolhas é: ora, bolhas, desistam!
Prometo que não vou me deixar derrubar por algo tão pequeno. Vou caprichar nesses últimos treinos de preparação para a Corrida da Fogueira, para largar e correr bem no dia 30 de julho e ver vocês correndo por aí!









