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Se possível foi, possível é


Por WALLACE MATTOS

21/04/2013 às 07h00

Conseguir cumprir o desafio de vencer uma equipe grande dentro de seu terreiro nunca foi tão necessário para o Tupi. Hoje, no confronto com o Cruzeiro, às 16h, no Estádio Municipal, pela última rodada da primeira fase do Campeonato Mineiro, somente a vitória dá a possibilidade de os carijós, com uma combinação de resultados, sonharem com a passagem para as semifinais da competição.

Curiosamente, a última vez que o Tupi bateu o Cruzeiro, no dia 7 de março de 2010, de virada, por 3 a 2, o técnico do Carijó atualmente, Felipe Surian, era auxiliar-técnico do então treinador Leonardo Condé, e dois atletas do atual elenco carijó estavam em campo: o zagueiro Fabrício Soares e o atacante Ademilson. Hoje à frente da equipe local, o comandante alvinegro lembra bem da partida realizada há três anos no Mário Helênio e quer usar este jogo como inspiração de sua equipe.

Temos que passar para eles que o Tupi sempre é muito forte em Juiz de Fora. Já conseguiu vencer o Cruzeiro antes, e por que não repetir agora em um momento importante? Vejo isso nesses atletas do atual grupo: quando estão desacreditados, se recuperam. Se estamos brigando, por que não batalhar até o fim pela classificação?, provoca Surian.

Ambos os jogadores do atual elenco que estavam em campo em 2010 balançaram a rede do Cruzeiro. E Ademilson, que marcou o primeiro gol do Tupi naquela tarde em um chute improvável quase da lateral esquerda, destaca a postura do time naquele jogo e quer que seus companheiros repitam a fórmula hoje. Temos que ter tranquilidade como fizemos naquela oportunidade. O time estava ciente do que tinha que fazer, como deveria jogar, e nesse confronto agora não pode ser diferente. Saber a hora de atacar e ter a posse de bola para podermos controlar as ações, aconselha o atacante que, recém-recuperado de uma contusão no joelho esquerdo e uma alta de pressão, tem sido opção no banco de reservas.

O único resultado que interessa ao Tupi no jogo de hoje é a vitória. Mas além de vencer, na hipótese mais direta de avançar no Estadual, o Carijó precisa que o Tombense não ganhe do América-MG. Outra combinação de resultados também pode dar a vaga na semifinal ao Tupi sem que o resultado do Tombense tenha que ser levado em consideração. O Carijó precisaria vencer o Cruzeiro e torcer por uma derrota do Villa Nova para o Atlético-MG, no Mineirão. Nesse caso, um dos dois placares ou a combinação de ambos tem que ser descontar uma diferença de saldo de gols que hoje é de seis tentos a favor da equipe de Nova Lima em relação ao Carijó.

Time misto

Classificado antecipadamente para as semifinais, o Cruzeiro garantiu na última quarta-feira a primeira colocação da fase inicial goleando o Nacional por 5 a 0 no Mineirão. Assim, o técnico celeste, Marcelo Oliveira, vai poupar vários titulares para começar as semifinais do Estadual inteiro.

O treinador definiu na última sexta-feira a equipe titular para enfrentar o Tupi sem o goleiro Fábio, o lateral-direito Ceará, o volante Leandro Guerreiro e o meia Ricardo Goulart. Já o volante Everton – que vem sendo usado na lateral esquerda – e o meia-atacante Everton Ribeiro levaram o terceiro cartão amarelo diante do Nacional e estão suspensos. Assim, a Raposa entra em campo em Juiz de Fora com vários reservas e alguns jogadores revelados pela base, como é o caso do goleiro Rafael, do lateral-direito Mayke e do volante Lucas Silva, mas terá também medalhões como Diego Souza, Dagoberto, Borges e Tinga.