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Papo de gandula


Por WALLACE MATTOS

20/08/2013 às 07h00

Olhar para o futuro

Caros e caras, quase tudo o que o Tupi podia conquistar nessa primeira fase da Série D, conseguiu. No último sábado, mesmo jogando mal como me contaram os companheiros da Rádio Solar AM, Marcos Moreno e Márcio Santos, e concordou ao final do confronto o técnico Felipe Surian, o time local venceu por 1 a 0, assegurando de vez a primeira posição do grupo A6. A classificação já havia sido carimbada uma rodada atrás. Portanto, missões mais do que bem cumpridas. Tem ainda a busca pelo primeiro lugar geral da primeira fase, mas considero até um pouco menor essa preocupação pois, de sua fatia dos cruzamentos até as quartas de final – mata-mata que define quem sobe para a Série C em 2014 – o Carijó só pode ser igualado em pontos pelo Misto-MT. Assim, vai poder escolher onde jogará nas oitavas e, caso avance, também no confronto de 180 minutos que mais interessa na Quarta Divisão.

Agora é hora de olhar para o futuro. Surian já adiantou que deve usar o jogo do próximo sábado, contra o Aracruz, em Juiz de Fora, para fazer algumas experiências, buscando alternativas para a sequência da Série D. Concordo que é esse mesmo o momento disso acontecer. Para mim, o eficiente time do Tupi tem um zaga segura, à qual Fabrício Soares retornará no próximo fim de semana ao lado do jovem Rafael Vitor por conta da suspensão de Silvio; boas alternativas de armação de jogo e saídas rápidas com ambos os laterais; uma marcação no meio bem ajustada; e boas possibilidades de fazer, com jogadas do meio para a frente, essa bola chegar ao centroavante Ademilson, que está inspirado. Esses são os elementos do plano A.

Mas para subir para a Série C, como sempre gosta de ressaltar o comandante do Alvinegro de Santa Terezinha, não se pode só ter um time. É preciso pensar em um plano B ou um C para quando as coisas estiverem ruins, o que em jogos decisivos como as oitavas e as quartas de final da Série D é bastante comum por conta da motivação que todos os clubes têm de ver o sonho do acesso se aproximando. Mesmo assim, embora tenha mesmo que fazer seus testes, é bom o treinador carijó ter cuidado. Não se pode colocar uma equipe totalmente diferente da que vem atuando. Testar uma peça ou outra e até mesmo um esquema diferente exige que pelos menos uma base de seis, sete jogadores que vêm atuando estejam no jogo, sob pena de não haver critério para se avaliar o rendimento de quem entra. Conseguindo equilibrar essa questão, estou certo de que Surian poderá ganhar boas alternativas que o ajudarão a construir para o Tupi na Série D um futuro até mesmo melhor do que essa primeira fase.