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Desimpedida na banheira


Por JULIANA DUARTE

20/07/2013 às 07h00

Que fase…

Há mais ou menos uns dez anos preciso, com certa frequência, responder à pergunta mas por que uma mineira, de Juiz de Fora, torce para o São Paulo?. No início nem era tão difícil buscar argumentos. Telê, Raí, Müller, Zetti, Palhinha, Cafu e companhia respondiam por mim. Nos anos 2000 veio a Era Muricy, com seus três títulos Brasileiros, que provavam que o time que me conquistou era, de fato, apaixonante.

E não foram – apenas – os títulos que me fizeram passar as noites de meio de semana e tardes de sábados e domingos assistindo a partidas de futebol. Tampouco eram as pernas do Raí que me tiravam os melhores sorrisos. O Tricolor do meu coração era o time forte, que jogava bonito quando dava, com raça quando precisava, que tinha uma gestão saudável, com um dos mais modernos centros médicos e de recuperação do mundo. Claro, o meu São Paulo também não se cansava de levantar canecos.

Antes que me questionem, nem passa pela minha cabeça virar folha, até porque esta não é uma escolha racional, envolve apenas a emoção. Mas é difícil para assistir – e entender – o momento atual do São Paulo, que nos últimos cinco anos só conquistou a Copa Sul-Americana, em 2012. Este ano já foi eliminado no Campeonato Paulista, na Libertadores, perdeu a Recopa (para o arquirrival Corinthians) e, no Brasileirão, está há nove jogos sem vencer. Aliado a tudo isso, temos como craques PH Ganso, que nem vaga entre os titulares conquistou, Luís Fabiano, que joga uma partida, é expulso e passa outras duas suspenso, e o capitão Rogério Ceni, que parece mais preocupado com seu futuro político no clube que com seu fim de carreira como jogador.

Diante deste caos, chego a pensar que talvez fosse melhor chegar ao fundo do poço para dar a volta por cima, mas Vasco e Palmeiras estão aí para nos provar que nem sempre isso é possível. Difícil está enxergar uma luz no fim desse túnel… que fase!