Passaporte para o clube dos 40 maiorais
Começa hoje para o Tupi o mata-mata decisivo que pode levar o clube juiz-forano a conquistar o antigo sonho do acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. Jogando em Belém, o Carijó enfrentará um Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, lotado de torcedores do oponente e o perigoso time do Paysandu, a partir das 16h, tentando voltar para Juiz de Fora com um resultado que dê condições de conquistar a vaga na Segundona no dia 25 de outubro, no jogo de volta, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. A partida terá transmissão da Rádio Solar AM (na frequência 1010 e no site www.tribunademinas.com.br) e dos canais de TV Sportv e TV Esporte Interativo.
Pressão tanto do torcedor como do time adversário é esperada hoje, mas, ninguém no Tupi quer ficar somente se defendendo no Mangueirão. Usando boas atuações do time na primeira fase como referência, principalmente na reta final da etapa de classificação, liderada pelo Alvinegro no grupo B, o técnico Léo Condé quer seu time buscando a vitória diante do Paysandu. “Quero que possamos repetir aquilo que fizemos em outras partidas jogando fora de casa. Contra Madureira (vitória por 1 a 0), Caxias (vitória por 3 a 0), Macaé (vitória por 2 a 0), por exemplo, tivemos uma postura de marcar forte, tirar o espaço do adversário. Mas quando tiver a bola, jogar. Não podemos só nos defender, senão isso pode tornar essa primeira partida perigosa”, orienta o treinador.
Autor de seis gols nos últimos seis jogos que esteve em campo, o atacante Chico entendeu o recado. “Nos últimos jogos Deus tem me abençoado muito, e espero que isso continue, porque marcar gols na casa do adversário é sempre importante em um mata-mata, ainda mais nessa disputa de acesso que pode ser histórica para o Tupi. Não podemos ficar só pensando em marcar, pois sofrendo com a pressão, isso inflama a torcida, e não é uma situação que queremos.”
Inimigos íntimos
O camisa 10 juiz-forano, Ewerton Maradona, enfrentará dois jogadores que conhece bem. Cria do Atlético-MG e tendo atuado em muitas temporadas no futebol mineiro, o meia já está familiarizado com a dupla de volantes do Papão, Zé Antônio, ex-Galo, e Augusto Recife, ex-Cruzeiro. “Já joguei contra os dois, sei de suas qualidades e o que pode ser explorado, então vamos procurar trabalhar naquilo que eles têm de menos favorável. Eu, Chico e os demais atacantes vamos tentar imprimir uma correria ali para bagunçar o sistema defensivo deles e chegar ao gol”, projeta.
Com relação ao time titular, Condé ganhou uma boa notícia durante a última semana com a liberação do lateral-esquerdo Raphael Toledo para o jogo de ida das quartas de final da Série C. Julgado na noite da última terça-feira, o atleta foi apenas advertido pela expulsão diante do Duque de Caxias, partida que o Tupi venceu por 4 a 1 na penúltima rodada da fase de classificação. Assim, a única dúvida do comandante carijó fica mesmo por conta do zagueiro Fabrício Soares, que sente dores na parte posterior da coxa direita, faz tratamento, mas não deve desfalcar o Alvinegro. Caso ele não jogue, Helder entra na defesa.
Favoritismo
O técnico do Papão da Curuzu, Mazola Júnior, testou formações com dois e três atacantes ao longo da semana e, pela necessidade de conseguir um bom resultado, deve optar pela segunda, na qual Rômulo e Dennis, ex-jogador do Tupi, disputa vaga. Desde quando o Paysandu se classificou, o treinador vem dando declarações à imprensa paraense de que o Tupi é o favorito do confronto por conta da campanha na primeira fase. Mas o técnico carijó não considera sua equipe à frente do Papão e prevê um duelo equilibrado. Para Condé, a vaga na Série B 2015 será definida em detalhes. “Pela campanha, poderíamos até ser considerados favoritos. Mas futebol não é só isso. Tradição, camisa, torcida, contam muito, e o Paysandu, por esses aspectos, pode ser considerado o favorito. Respeitamos muito a equipe deles. Quem errar menos vai conseguir o acesso. Espero eu que seja o Tupi.”









