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Tupi vence Juventude por 1x 0


Por Tribuna

19/10/2013 às 19h38

Atacante Wesley, do Tupi, foi bem marcado pela defesa do Juventude

Atacante Wesley, do Tupi, foi bem marcado pela defesa do Juventude

Atualizada às 19h59

Os 1.230 torcedores presentes ontem no Estádio Radialista Mário Helênio saíram satisfeitos, mesmo após a desclassificação. O Tupi venceu o Juventude por 1 a 0, gol de Ademilson, o artilheiro da Série D, com 12 gols, mas o placar não foi suficiente para a classificação para a final da competição, já que o Carijó precisava de quatro gols de diferença para enfrentar o Botafogo da Paraíba. Mas numa campanha em que o inusitado apareceu de diversas formas, desde falta de luz no campo de treinamento em Santa Terezinha, dificuldade de pagamento nos salários e o lamentável episódio do goleiro massagista da Aparecidense, o título seria a consagração. Não deu, mas a prova da satisfação da plateia foram os aplausos no fim do espetáculo. Agora, o Tupi termina sua temporada em 2013 e começa a se preparar para o Campeonato Mineiro e Série C de 2014. 

Marasmo no primeiro tempo

Com os três atacantes (Wesley, Ademilson e Cassiano), a expectativa do técnico Felipe Surian era de pressionar o adversário no campo de ataque e conseguir marcar os gols, mas o Carijó não conseguiu criar oportunidades de gol. O Juventude, inteligentemente, administrava a vantagem do jogo de ida e não tinha pressa e cozinhava o galo em fogo lento. Prova disso é que o primeiro lance de perigo aconteceu aos 17 minutos, quando Toledo tocou para Cassiano, que cruzou para a área. A bola seguia para Ademilson, mas a zaga do time gaúcho afastou o perigo. 

Aos 20 minutos, grande chance do Juventude. Após boa troca de passes, Mika recebeu dentro da área sozinho, mas a zaga se recuperou e conseguiu afastar o perigo. Nervoso, o Tupi buscava a bola alçada na área, principalmente nos pés de Toledo. Dez minutos depois, a melhor chance do Galo, mais uma vez, na bola parada. Raphael Toledo bateu falta na ponta direita, Sílvio desviou, e o goleiro do Juventude afastou parcialmente a bola, que ficou viva na pequena área, mas o primeiro pé que encontrou foi o do zagueiro Flávio que isolou a bola da área. Três minutos depois, Toledo mandou um foguete de fora da área, mas Airton defendeu com segurança. O chute acordou o time. Aos 35 minutos, Toledo deu ótimo passe para Cassiano na entrada da área. O atacante dominou, viu Wesley e Ademilson na área, mas cruzou diretamente para fora. 

Ainda no primeiro tempo, o Juventude assustou duas vezes. A primeira em um contra-ataque, aos 42 minutos com Rogerinho. E a outra aos 47. Dê cruzou na área, Mika desviou de cabeça e assustou mais uma vez a torcida Carijó. Fim do primeiro tempo. Faltavam apenas 45 minutos.

Time melhora na segunda etapa

No intervalo, o técnico Felipe Surian colocou em campo Adriano Felício e Maguinho para as saídas de Cassiano e Rafael Estevam. As mudanças surtiram efeito. A equipe ganhou velocidade, mas o Juventude assustava nos contra-ataques. Aos três minutos da segunda etapa, Rogério fez jogada individual pela esquerda, entrou na área e chutou. Victor Souza salvou a pele do Galo. Aos 10 minutos, outra boa chance dos gaúchos. Romano tabelou com Zulu que driblou Michel com facilidade. Dentro da área, o atacante grandalhão rolou para o lateral que chutou para fora. No minuto seguinte, o gol. Raphael Toledo bateu falta na cabeça de Ademilson. Dentro da pequena área, o camisa nove desviou de cabeça para o fundo das redes.

O gol acendeu o time. Aos 17 minutos, Ademilson recebeu na área e chutou. Após grande defesa de Airton, o atacante trombou com o goleiro na área. O árbitro Antônio de Carvalho Schneider mandou o jogo seguir. Dois minutos depois, outra linda jogada. Ademilson recebeu bom passe de Wesley, fez um drible de corpo e deixou a bola para Maguinho receber livre na entrada da área. Ele viu Airton adiantado e bateu por cobertura, mas o goleiro conseguiu evitar o gol. Pressão do Galo.

Aos 25 minutos, Henrique arrancou pela direita que cruzou para Ademilson. Airton, mais uma vez, salvou o Juventude. Sete minutos mais tarde, lance polêmico. Wesley tocou para Henrique que cruzou para Ademilson. Mais uma vez de cabeça, o artilheiro mandou para as redes, mas o árbitro anulou o gol.

Ainda havia tempo para outro lance marcante. Aos 44 minutos, Michel cruzou na área e Ademilson foi derrubado. Bola na marca da cal. O artilheiro da série D bateu para fora. Diferentemente do que se vê em muitos estádios, o torcedor aplaudiu Ademilson, após o erro. Um símbolo de como foi essa campanha na Série D: atípica e vitoriosa, mesmo sem título.