Tupi vence Juventude por 1x 0

Atacante Wesley, do Tupi, foi bem marcado pela defesa do Juventude
Atualizada às 19h59
Os 1.230 torcedores presentes ontem no Estádio Radialista Mário Helênio saíram satisfeitos, mesmo após a desclassificação. O Tupi venceu o Juventude por 1 a 0, gol de Ademilson, o artilheiro da Série D, com 12 gols, mas o placar não foi suficiente para a classificação para a final da competição, já que o Carijó precisava de quatro gols de diferença para enfrentar o Botafogo da Paraíba. Mas numa campanha em que o inusitado apareceu de diversas formas, desde falta de luz no campo de treinamento em Santa Terezinha, dificuldade de pagamento nos salários e o lamentável episódio do goleiro massagista da Aparecidense, o título seria a consagração. Não deu, mas a prova da satisfação da plateia foram os aplausos no fim do espetáculo. Agora, o Tupi termina sua temporada em 2013 e começa a se preparar para o Campeonato Mineiro e Série C de 2014.
Marasmo no primeiro tempo
Com os três atacantes (Wesley, Ademilson e Cassiano), a expectativa do técnico Felipe Surian era de pressionar o adversário no campo de ataque e conseguir marcar os gols, mas o Carijó não conseguiu criar oportunidades de gol. O Juventude, inteligentemente, administrava a vantagem do jogo de ida e não tinha pressa e cozinhava o galo em fogo lento. Prova disso é que o primeiro lance de perigo aconteceu aos 17 minutos, quando Toledo tocou para Cassiano, que cruzou para a área. A bola seguia para Ademilson, mas a zaga do time gaúcho afastou o perigo.
Aos 20 minutos, grande chance do Juventude. Após boa troca de passes, Mika recebeu dentro da área sozinho, mas a zaga se recuperou e conseguiu afastar o perigo. Nervoso, o Tupi buscava a bola alçada na área, principalmente nos pés de Toledo. Dez minutos depois, a melhor chance do Galo, mais uma vez, na bola parada. Raphael Toledo bateu falta na ponta direita, Sílvio desviou, e o goleiro do Juventude afastou parcialmente a bola, que ficou viva na pequena área, mas o primeiro pé que encontrou foi o do zagueiro Flávio que isolou a bola da área. Três minutos depois, Toledo mandou um foguete de fora da área, mas Airton defendeu com segurança. O chute acordou o time. Aos 35 minutos, Toledo deu ótimo passe para Cassiano na entrada da área. O atacante dominou, viu Wesley e Ademilson na área, mas cruzou diretamente para fora.
Ainda no primeiro tempo, o Juventude assustou duas vezes. A primeira em um contra-ataque, aos 42 minutos com Rogerinho. E a outra aos 47. Dê cruzou na área, Mika desviou de cabeça e assustou mais uma vez a torcida Carijó. Fim do primeiro tempo. Faltavam apenas 45 minutos.
Time melhora na segunda etapa
No intervalo, o técnico Felipe Surian colocou em campo Adriano Felício e Maguinho para as saídas de Cassiano e Rafael Estevam. As mudanças surtiram efeito. A equipe ganhou velocidade, mas o Juventude assustava nos contra-ataques. Aos três minutos da segunda etapa, Rogério fez jogada individual pela esquerda, entrou na área e chutou. Victor Souza salvou a pele do Galo. Aos 10 minutos, outra boa chance dos gaúchos. Romano tabelou com Zulu que driblou Michel com facilidade. Dentro da área, o atacante grandalhão rolou para o lateral que chutou para fora. No minuto seguinte, o gol. Raphael Toledo bateu falta na cabeça de Ademilson. Dentro da pequena área, o camisa nove desviou de cabeça para o fundo das redes.
O gol acendeu o time. Aos 17 minutos, Ademilson recebeu na área e chutou. Após grande defesa de Airton, o atacante trombou com o goleiro na área. O árbitro Antônio de Carvalho Schneider mandou o jogo seguir. Dois minutos depois, outra linda jogada. Ademilson recebeu bom passe de Wesley, fez um drible de corpo e deixou a bola para Maguinho receber livre na entrada da área. Ele viu Airton adiantado e bateu por cobertura, mas o goleiro conseguiu evitar o gol. Pressão do Galo.
Aos 25 minutos, Henrique arrancou pela direita que cruzou para Ademilson. Airton, mais uma vez, salvou o Juventude. Sete minutos mais tarde, lance polêmico. Wesley tocou para Henrique que cruzou para Ademilson. Mais uma vez de cabeça, o artilheiro mandou para as redes, mas o árbitro anulou o gol.
Ainda havia tempo para outro lance marcante. Aos 44 minutos, Michel cruzou na área e Ademilson foi derrubado. Bola na marca da cal. O artilheiro da série D bateu para fora. Diferentemente do que se vê em muitos estádios, o torcedor aplaudiu Ademilson, após o erro. Um símbolo de como foi essa campanha na Série D: atípica e vitoriosa, mesmo sem título.









