Papo de gandula
Gostinhos
Caros e caras, a participação do Tupi no Campeonato Mineiro de 2011 terminou no último domingo com alguns gostinhos diferentes. Primeiro, como torcedor, não dá para não comemorar um rebaixamento do Ipatinga com influência direta do Carijó. Se o Tigre já cambaleava, foi do Alvinegro de Santa Terezinha o tiro de misericórdia, em vingança clara e direita pela eliminação nas quartas de final do Estadual de 2010. Escutei da torcida durante o fim do domingo e a segunda-feira que o Mineiro 2011 será lembrado eternamente como o Estadual que o Tupi rebaixou o Ipatinga.
Outro gostinho foi o de marmelada entre Villa e América-MG. Vendo que os rivais Cruzeiro e Atlético-MG venciam e sua posição não mudaria, o Coelho tirou o pé no Castor Cifuentes, ignorando outros interesses que não o seu na partida, e se contentou com o 2 a 2, prejudicando diretamente o Tupi. Ao contrário fizeram os juiz-foranos que, se não jogavam mais pela vaga na Série D do Brasileiro, pois a combinação necessária não acontecia, honraram o princípio esportivo e mantiveram o Democrata-GV na Primeira Divisão sem abrir as pernas para o empate do Ipatinga.
Por fim, ficou o gostinho de que o Tupi perdeu mesmo em casa sua classificação e, pelo menos por enquanto, a vaga na Série D. O time pareceu não ter conseguido aguentar a pressão de jogar no Estádio Municipal. Já nos jogos fora de seus domínios, excetuando-se o fatídico e estranho 1 a 0 para o Funorte, o que se viu foi uma equipe valente, competente taticamente e bem menos nervosa, até mesmo na goleada, por 4 a 1, sofrida para o Atlético-MG. Fica o ponto de reflexão: será que estamos – comissão técnica, jogadores, torcida, imprensa e administração municipal – fazendo do Mário Helênio verdadeiramente a casa do Carijó? Ou apenas temos uma das arenas em boas condições do estado, mas que serve como campo neutro ou até mesmo hostil na hora de o time da cidade atuar?









