Juiz-forano de 16 anos irá disputar o Mundial de Curling pela Seleção Brasileira

Pedro Ribeiro irá defender a Seleção Brasileira na disputa de duplas mistas; atleta tem como inspiração Lucas Pinheiro, medalhista nas Olimpíadas de Inverno


Por Davi Sampaio

19/02/2026 às 13h12- Atualizada 19/02/2026 às 13h15

Assim como a histórica medalha olímpica de inverno conquistada pelo brasileiro Lucas Pinheiro no esqui acendeu novos olhares para modalidades pouco tradicionais no país, um nome de Juiz de Fora também tem se destacado no gelo. Pedro Ribeiro, de 16 anos, foi novamente escolhido para defender a Seleção Brasileira no Mundial Júnior de duplas mistas de curling, que será realizado entre os dias 5 e 10 de maio em Edmonton, na província de Alberta, no Canadá, onde o juiz-forano reside atualmente. Ele irá atuar ao lado da brasileira Ana Teodoro.

Juiz-forano de 16 anos irá disputar o Mundial de curling no Canadá
Juiz-forano Pedro Pinheiro (Foto: Arquivo pessoal)

A convocação reforça a presença do atleta juiz-forano em um dos principais torneios da categoria, reunindo jovens promessas de diversos países com tradição nos esportes de inverno. Para Pedro, vestir a camisa do Brasil em um evento internacional desse porte carrega um significado especial. “Muito orgulho em poder representar meu país em uma competição tão importante. Vou tentar fazer meu melhor, para trazer um pouco de alegria para nosso povo”, relatou à Tribuna.

O atleta também enxerga o campeonato como um indicativo do crescimento da modalidade no cenário nacional. “Essa competição é mais um passo para a evolução do curling brasileiro. Serve para mostrar que o Brasil consegue competir em esportes de inverno e que, com treino e determinação, podemos eventualmente chegar ao pódio”, avalia o atleta.

Sobre o nível do torneio, o juiz-forano demonstra respeito pelas principais seleções da categoria, destacando o equilíbrio entre os competidores. “Todo mundo tem chance de sair com uma medalha, mas é sempre quem está mais dedicado para o esporte. Acho que a Itália vai muito bem, conforme ano passado. Suécia e Dinamarca também são as favoritas.”

Mesmo conciliando a rotina escolar com a preparação esportiva, Pedro mantém um planejamento rigoroso de treinos físicos e técnicos. “Eu estou treinando muito dentro e fora do gelo. Ainda vou para a escola diariamente, o que não me impede de treinar de três a quatro dias no gelo e quatro dias na academia semanalmente. Além de alimentação regrada, e testes físicos”, explica o jovem.

Referência e ampliação do curling

A inspiração para seguir acreditando em resultados expressivos vem justamente de outro brasileiro que fez história no gelo e na neve, Lucas Pinheiro. “Ele mostrou que mesmo representando um país que não é esperado ganhar, ainda assim é possível. Ele é uma inspiração para mim, e queria muito agradecer a ele pela medalha que trouxe ao nosso amado Brasil. Mostra que tudo é possível e que não podemos desistir dos sonhos por causa das expectativas. Seguindo em frente com dedicação e determinação, pode se tornar realidade.”

Além da disputa internacional, Pedro também se coloca como um divulgador da modalidade ainda pouco conhecida no país. “Sempre me perguntam o que é o curling ou como se começa a jogar um esporte assim, e sempre tenho que ensinar o que é a modalidade. Gostaria de difundir o curling no Brasil para que mais pessoas conseguissem aprender e praticar esse esporte maravilhoso. Foco, equilíbrio, e estratégia são fundamentais”, avalia.

O calendário do atleta não para no torneio de duplas mistas. Ele já projeta novas oportunidades em outras formações da Seleção Brasileira. “O próximo passo será competir no Mundial com o time masculino júnior. Com metas ambiciosas dentro da modalidade, o jovem juiz-forano mantém o olhar voltado para o crescimento do esporte e para resultados expressivos com a bandeira brasileira. “Meus sonhos no curling são crescer no esporte e difundi-lo no Brasil e nos países que também não praticam o esporte. Gostaria de ganhar uma medalha e colocar nosso país em nível competitivo dos mais altos.”

Os comentários nas postagens e os conteúdos dos colunistas não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir comentários que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.