Ouça agora

Corre que faz bem!

PUBLIEDITORIAL

Corredores amadores relatam o prazer e os benefícios para a saúde e a qualidade de vida com a prática esportiva; especialista dá dicas para evitar lesões


Por Tribuna

18/08/2017 às 10h49

cp com logo.camilo dos santosBem-estar, prazer, energia para o dia a dia e qualidade de vida. Esses são benefícios apontados por quem pratica a corrida. A modalidade tem conquistado cada vez mais adeptos em Juiz de Fora por ser considerada uma das atividades físicas mais democráticas, pois exige do praticante apenas a utilização de tênis, short e camiseta. No entanto, é preciso tomar cuidados para evitar lesões ou agravamento de problema de saúde preexistente. Por isso a necessidade de consultar um médico e um profissional de educação física antes do início da atividade. A orientação é do ultramaratonista e professor de corrida, Gláucio Monte-Mór. O profissional acrescenta que, estando tudo certo, a corrida irá melhorar a saúde de forma geral.

esp corrida
O ultramaratonista Gláucio Monte-Mór (ao centro) orienta os corredores Nielsen Lauro e Eduardo Santos Júnior, que não abrem mão da prática da corrida (Foto: Fernando Priamo)

“Se a pessoa tem intuito de perder peso, melhorar o sono, aumentar ou manter a massa muscular e ter qualidade de vida para o trabalho, conseguirá tudo por meio da corrida. Conheço vários exemplos de pessoas que eram obesas, hipertensas e que foram bem orientadas. Hoje são atletas amadores e fazem Iroman, maratonas, conseguindo uma melhora significativa na saúde, tanto física quanto mental”, aponta o ultramaratonista.

 

Duas décadas de corrida

Foi em busca dessa melhora na qualidade de vida que o empresário Eduardo Santos, de 56 anos, começou a praticar corridas, há duas décadas. Agora ele diz ser um apaixonado pela atividade física. Depois de ter se recuperado de uma cirurgia na coluna, o empresário treina pelo menos quatro vezes por semana com um grupo de corredores, conhecido como “Panga Runners”, que reúne 40 atletas entre 25 e 70 anos de idade. Segundo ele, isso demonstra que esse esporte abre espaço para todos. “Pratico esporte há 20 anos, sempre em busca de mais saúde e energia, pois o trabalho do dia a dia exige uma vida mais saudável. Você tem que achar algo que lhe dê prazer, e eu achei isso na corrida, que pode ser praticada em qualquer lugar e por qualquer pessoa.”

A paixão pela modalidade é tanta que Eduardo Santos resolveu criar a Corrida de Rua do Rodoviário Camilo dos Santos, integrante do ranking oficial da Prefeitura de Juiz de Fora, que este ano chega à sua 7ª edição. Para o empresário, que participa de provas longe de Juiz de Fora, apoiar o esporte local sempre foi a sua intenção, pois, além de gratificante, é prazeroso.

“Como participo de provas pelo mundo afora, resolvi criar a Corrida Camilo do Santos, pois vejo que as corridas de Juiz de Fora estão no mesmo nível das grandes provas do país. Quando decidi apoiar o esporte, a vontade era de colaborar com a disseminação de alguma atividade física e, hoje, vemos que muitas pessoas aderiram à ideia. Se você pode contribuir com a sociedade, por que não fazer?”

 

Exemplo

O exemplo vindo, principalmente, de dentro de casa arrasta novos adeptos para a prática da corrida. É o caso de Eduardo Santos Júnior, de 19 anos, filho do empresário Eduardo Santos. O estudante disse que cresceu vendo as atividades do pai, e isso o motivou a seguir o mesmo caminho. “A prática esportiva sempre esteve presente na minha vida, seja o futebol ou outra modalidade. Desde pequeno corro com o meu pai, e hoje, não consigo ficar sem isso.”

 

Prática permite novas amizades e melhoria do humor

Participante ativo das provas de rua de Juiz de Fora, o supervisor de suporte de TI, na empresa Rodoviário Camilo dos Santos, Nielsen Afonso Lauro, 42 anos, afirma que há uma década participa das corridas por diversão e em busca de qualidade de vida. Segundo ele, que já esteve nas seis edições anteriores da Corrida Camilo do Santos, o ambiente das provas é contagiante e proporciona aos participantes novas amizades, além de melhorar o humor. “Sempre pratiquei esportes, mas há dez anos estou me dedicando às corridas. Terminando a prova em primeiro ou no último lugar, a satisfação é a mesma.” Nielsen comenta também que os funcionários da empresa se envolvem na organização da prova, e isso os motiva para iniciar a prática esportiva.

esp corrida2
Eduardo Santos treina pelo menos quatro vezes por semana e participa da Equipe de Corrida Panga Runners, que reúne 40 atletas entre 25 e 70 anos de idade. (Foto: Hugo Keyler/Rumo Certo)

Como todo esporte, o praticante das corridas deve estar atento. Neste caso, o conselho do ultramaratonista e professor de corrida Gláucio Monte-Mór é evitar o “overtraining”, que é o excesso de treino. Ele orienta o praticante a dosar as atividades físicas com trabalho, família e lazer, para conseguir um melhor rendimento. Para Gláucio, as corridas de rua em Juiz de Fora apresentam nível de qualidade. O profissional ressalta que houve redução no número de provas, mas aumentou a participação não só de corredores, mas também de pessoas que caminham, o que tornou a modalidade ainda mais democrática.