Quais são as chances de vermos Neymar Jr novamente na Copa do Mundo?

A Seleção Brasileira atravessa uma fase de renovação sob o comando de Carlo Ancelotti. O treinador italiano vem testando novas formações, observando jovens promessas e moldando uma equipe que consiga equilibrar talento, disciplina e experiência. Ainda assim, entre tantas mudanças, há uma dúvida que continua a gerar discussão: será que Neymar Jr voltará a representar o Brasil na Copa do Mundo de 2026?
Apesar das incertezas sobre o craque, o país segue entre os favoritos, mostrando como a Seleção ainda inspira respeito e expectativa em todo o mundo.
É natural para quem acompanha o futebol de perto, querer saber quem continua entre os principais candidatos ao título e é relativamente fácil perceber se o Brasil está ou não entre os favoritos para a próxima Copa do Mundo. Basta acessar um site de comparação como o oddschecker e consultar as cotações dos melhores sites de acordo com o ranking das casas de apostas disponíveis
Apesar de tudo, a história de Neymar vai muito além das estatísticas e das projeções. A questão envolve saúde física, maturidade emocional e o legado de um jogador que marcou gerações. Nos próximos tópicos, analisamos como ele está hoje, o seu papel na história da Seleção e os prós e contras de uma possível convocação para o Mundial.
Como está Neymar atualmente
Depois de mais de uma década entre a Europa e o Oriente Médio, Neymar decidiu retornar ao Santos em 2025, numa tentativa de reencontrar o ritmo e a forma física que marcaram o início da sua carreira. No entanto, as lesões ainda são o seu principal obstáculo. Segundo dados recentes, ele disputou apenas doze partidas e marcou três gols desde que voltou à Vila Belmiro.
O processo de recuperação tem sido longo e cuidadoso. A lesão grave no joelho, sofrida em 2023, ainda exige atenção, e o jogador alterna entre períodos de treino intensivo e participações pontuais em campo. Mesmo assim, a vontade de voltar à Seleção é evidente. Em entrevistas recentes, Neymar deixou claro que ainda sonha com mais uma Copa do Mundo, a quarta da sua trajetória.
O técnico Carlo Ancelotti, por sua vez, mantém um discurso prudente. Durante as convocações mais recentes, para os jogos contra Equador e Paraguai, o treinador afirmou que “as portas estão abertas para Neymar”, desde que ele esteja em boas condições físicas. Essa frase reforça a possibilidade real de um retorno, embora o tempo para recuperar o ritmo competitivo esteja a correr.
Além da questão esportiva, Neymar continua a dividir opiniões. Uma pesquisa do Datafolha divulgada em junho de 2025 mostrou que 48% dos brasileiros apoiam a sua convocação, enquanto 41% são contra. A diferença está dentro da margem de erro e mostra como o país continua dividido em torno do jogador mais emblemático da última década.
A carreira de Neymar na Seleção Brasileira
Neymar estreou pela Seleção em 2010, e desde então acumulou números impressionantes: mais de 130 partidas e 79 gols, tornando-se o maior artilheiro da história da equipe. O seu percurso inclui momentos de glória, como o ouro olímpico em 2016, e outros de frustração, como as lesões nas Copas de 2014 e 2022.
Em 2014, uma fratura na coluna tirou-o do Mundial no Brasil antes da semifinal. Quatro anos depois, ainda se recuperando de uma cirurgia no pé, foi alvo de críticas e memes por simulações em campo. Já em 2022, no Qatar, voltou a sofrer uma lesão, mas conseguiu marcar nas oitavas contra a Coreia do Sul e nas quartas diante da Croácia, antes da eliminação nos pênaltis.
Mesmo com altos e baixos, Neymar sempre foi o principal símbolo da Seleção no período pós-Ronaldinho e Kaká. A sua técnica refinada, visão de jogo e capacidade de decisão em momentos críticos fizeram dele um ícone para uma geração inteira. Agora, com Ancelotti no comando, o desafio é provar que ainda pode ser útil num sistema mais disciplinado e taticamente equilibrado.
Neymar na Copa: prós e contras
Ter Neymar em campo é sempre uma vantagem. Mesmo sem o vigor físico de outros tempos, ele continua capaz de mudar o rumo de um jogo com um único toque. A experiência acumulada em grandes torneios e a liderança natural fazem dele uma referência importante dentro e fora das quatro linhas. Em partidas decisivas, essa presença pode ser determinante.
Por outro lado, há dúvidas legítimas. As recorrentes lesões, a falta de sequência em competições de alto nível e o estilo mais exigente de Ancelotti podem pesar contra a sua convocação. Além disso, o Brasil vive um momento de renovação ofensiva, com nomes como Vini Jr., Rodrygo, Gabriel Martinelli e Estêvão a ganhar destaque internacional.
O dilema está justamente no equilíbrio entre experiência e renovação. Convocar Neymar pode trazer segurança e maturidade, mas também pode limitar o espaço de jovens que vivem o auge físico e técnico. A decisão final deve considerar o estado clínico do jogador e o que ele pode oferecer taticamente, sem comprometer o novo estilo de jogo da Seleção.
Um capítulo ainda em aberto
A oito meses da Copa do Mundo de 2026, Neymar continua a ser um enigma. É amado e criticado na mesma medida, mas ninguém ignora o seu talento. Se conseguir chegar ao torneio em boas condições, dificilmente ficará de fora da convocação. O futebol brasileiro, afinal, ainda não encontrou outro jogador com a mesma combinação de carisma, técnica e instinto decisivo.
Até lá, o debate segue vivo. Entre a esperança dos fãs e a prudência da comissão técnica, o destino de Neymar será decidido dentro de campo. E talvez, como tantas vezes antes, ele ainda tenha uma última carta para jogar.









