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Na orelha da bola


Por WENDELL GUIDUCCI

17/10/2013 às 07h00

SÓ SE EU FOSSE

Se eu fosse o Felipão, eu desistiria de vez de insistir com Alexandre Pato na Seleção Brasileira. Leva o Hernane, que não tem grife mas faz gol.

E se eu fosse torcedor do Tupi, iria ao Estádio Municipal sábado para secar o Juventude, mesmo depois da enfiada lá de Lajeado. Pela vaga reconquistada na Série C, o Carijó merece uma despedida afável. Além do mais, vai que ganha de 5 a 0.

E se eu fosse ditador, tipo aquele do Sacha Baron Cohen, baniria de vez as torcidas organizadas dos estádios de futebol, esse pessoal que é financiado por clube para ficar dando tiro e pontapé em gente com camisa de outra cor, e quando os diferentes estão muito longe, eles trocam sopapos entre si, independente de ter criança e mulher por perto. O lugar dessa gente é na cadeia.

Aliás, se eu fosse dirigente, em vez de dar dinheiro, ingresso e gasolina pra vagabundo, inauguraria a bolsa-ingresso, já que está na moda, e sortearia os bilhetes entre aqueles torcedores que não podem pagar o roubo que é a entrada nas novas arenas. Ou pegaria o dinheiro para pagar os atrasados do pessoal da faxina. Aposto que dá e sobra.