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Mauro Galvão relembra partida no Estádio Municipal e fala sobre o futebol de Juiz de Fora

Ex-zagueiro revisita momentos da carreira e conta como mantém a ligação com os gramados em jogos festivos e beneficentes


Por Bernardo Marchiori

17/09/2026 às 08h00

Mauro Galvão cedeu uma sessão de autógrafos e fotos em Juiz de Fora na última sexta-feira (11). A realidade atual do ex-jogador de futebol é mobilizar os fãs para reencontros – mas nem sempre foi assim. Enquanto ainda atuava nos gramados, o então zagueiro, inclusive, já jogou na cidade, apesar de não se recordar dos times que atuaram.

“Joguei, acho, uma partida amistosa no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. É um estádio muito bom, por sinal. Não sei como está hoje.” Mauro Galvão ainda comenta que há sempre uma expectativa de que os clubes de Juiz de Fora voltem a jogar e sejam mais presentes no futebol mineiro. “Seria muito importante para a cidade e para aqueles que gostam de futebol. Poderão vir até aqui, ver o município e, também, o futebol, que faz parte do contexto.”

Mauro Galvão foi zagueiro e teve conquistas importantes na carreira. O clube em que foi mais vitorioso é o Vasco, no qual foi campeão da Libertadores, bicampeão brasileiro e campeão da Copa Mercosul. Também teve passagem relevante por Botafogo e Bangu, além de ter sido campeão brasileiro pela dupla de rivais Grêmio e Internacional. Ainda venceu a Copa América de 1989 com a Seleção Brasileira.

Dos diversos jogos disputados na carreira, o ex-zagueiro cita três específicos quando perguntado sobre os mais importantes da carreira. “O primeiro sempre é muito importante. Um dos meus primeiros jogos pelo profissional, no Internacional, foi um Gre-Nal. É um jogo sempre muito difícil e importante. E eu estava começando a minha carreira, com 17 anos. Tem uma tensão muito grande. Depois, a vitória com o Vasco na conquista da Libertadores, quando ganhamos tanto em casa quanto lá fora. São jogos inesquecíveis, que ficam para sempre”, se recorda.

Mesmo não sendo dos zagueiros mais altos, Mauro Galvão se destacava pela qualidade técnica. Independentemente disso, faz questão de ressaltar: “sou um cara de sorte, só joguei com bons zagueiros”, quando questionado sobre quem seria sua dupla de zaga preferida na carreira. “Gostei de jogar com vários jogadores e tive a felicidade de jogar com bons companheiros de posição. Mauro Pastor, logo que eu comecei no Inter; Wilson Gottardo, no Botafogo; Aloísio, também no Inter; Odvan, no Vasco; Aldair e Ricardo Gomes, na Seleção Brasileira.”

Quem esteve presente na sessão de autógrafos pôde constatar: o ex-atleta segue com o físico em forma. Isso levou ao questionamento: sente saudade da época de jogador? Mauro nem pensa duas vezes: “sim, muita saudade”. Na visão dele, isso só seria possível se o envolvido não gostasse de futebol. “Para quem gosta – e joga -, é difícil encerrar a carreira. Estou sempre brincando, fazendo alguma coisa, participando daqueles jogos festivos e beneficentes. Não dá para parar”, brinca.