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Nada no balaio


Por RICARDO MIRANDA

16/04/2011 às 07h00

O invencível

Tudo bem, é preciso mesmo reconhecer. Afinal, manter-se invicto nos campos brasileiros, independentemente de quais ou quantas competições se esteja disputando, não é tarefa das mais fáceis. Aliás, em algumas circunstâncias, chega a ser mais complicado. O Tupi, por exemplo, ao que parece, deixou para jogar bem apenas contra o Cruzeiro. Isso é quase uma regra. Jogadores de times do interior veem nos confrontos com os grandes clubes, quer pelos regionais, quer pela Copa do Brasil, quase uma chance única de ascensão na carreira. Por isso, mesmo que seja no primeiro semestre, quando essas competições acontecem, manter a invencibilidade é para poucos.

O time em si, mesmo com uma ou outra contratação mais robusta, manteve praticamente o formato do ano passado. Nada diferente da maioria dos outros grandes, com boas estruturas e algum dinheiro nos cofres. Até porque, embora o Real esteja em alta frente ao Dólar, convencer um craque a permanecer por aqui ou trazer um que não esteja encostado na Europa, ainda é complicadíssimo. Mas, no caso desse invencível a quem me rendo, as contratações, mesmo considerando a questão da idade e outros complicadores, funcionaram a contento. Em campo, mesmo quando joga mal, o time consegue bons resultados, nem que seja, em alguns casos, nos últimos minutos de bola rolando. Afinal, no futebol ainda pesa aquela coisa da sorte.

Mas, aos desavisados, é preciso que se diga: A sorte ajuda os audazes, dizia Virgílio. Para aqueles que se lembram, foi assim com o Palmeiras de 1996, que emplacou 21 vitórias seguidas. E, pasmem, o técnico era ele mesmo: Vanderlei Luxemburgo. Hoje, os tempos são outros, mas alcançar aquela marca ou mesmo a do Botafogo que, entre 1977 e 1978, emplacou 52 jogos sem perder, já parece possível. Primeiro é preciso focar o Estadual, que parece praticamente assegurado. Depois é só não fazer feio no restante da Copa do Brasil. Por fim, tentar manter o embalo na primeira etapa do Brasileirão. Muitos vão dizer que, no segundo semestre, é outra história. Mas ainda no início deste semestre diziam que faltaria entrosamento ou que a preparação (ou a falta dela) afetaria os jogadores, mas os resultados são incontestáveis. Por isso, é bom não duvidar do Coritiba!