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Os pés pelas mãos


Por RENATO SALLES

15/11/2013 às 07h00

Passa a régua

Faltam quatro rodadas para o final do Campeonato Brasileiro e, enfim, o Cruzeiro ergueu a taça. A conquista mais inquestionável desde o tri do São Paulo e o passeio da própria Raposa em 2003. Apesar dos méritos celestes, a pergunta que fica é, excetuando a campanha irretocável dos mineiros, o que sobra da atual edição da principal competição do país?

Foi um torneio de baixo nível técnico, onde os favoritos desapontaram. O Fluminense come o pão que o diabo amassou e deve conviver com a ameaça real de rebaixamento até o final da competição. Mesma sina do Vasco. O Flamengo se manteve sempre no meio da tabela. O Botafogo parece que vai morrer na praia mais uma vez.

Entre os paulistas, o campeão mundial Corinthians foi um coadjuvante melancólico como um zero a zero. O São Paulo, irreconhecível. Sem Neymar, o Santos perdeu a ousadia e a alegria.

No eixo Sul-Minas, o Internacional seguiu gastando os tubos para ficar no meio da tabela. O Grêmio parece estar lá em cima mais por conta da ruindade alheia do que por merecimento. O Galo Mineiro passeou de olho no Mundial.

Noves fora, tirando o time de Marcelo Oliveira, só sobrou mesmo o incansável Paulo Baier, em um campeonato para a maioria esquecer.