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Os pés pelas mãos


Por PEDRO BRASIL

12/07/2013 às 07h00

Respeitem o Galo

Imagino que ninguém que ama o futebol, como eu, conseguiu falar ou pensar em qualquer coisa ontem, a não ser na épica classificação do Atlético Mineiro à final da Libertadores. Mesmo sem ser atleticano, torci para o Galo na última quarta-feira.

Nos últimos 42 anos, o Atlético Mineiro foi coadjuvante no cenário esportivo nacional – se limitando a vencer alguns títulos estaduais. Perdeu espaço na mídia, caiu para a Segunda Divisão do Brasileiro e, de fato, teve times ridículos. Mas, parafraseando a dupla Gian e Giovani, o tempo passou, o atleticano sofreu calado e a agora é hora de tirar a fama de time local do pensamento.

Com o folclórico Alexandre Kalil no comando, o Galo se reestruturou. Gastando muito dinheiro, o Atlético hoje tem um dos melhores centros de treinamento do Brasil e um elenco extremamente qualificado. Apostando em jogadores desacreditados como Leandro Donizete, Pierre – volante que estava em baixa no Palmeiras -, Jô e Ronaldinho Gaúcho – que saíram de seus clubes não por deficiência técnica, mas pelo comportamento ousado fora de campo -, Cuca montou uma equipe ofensiva e encantou o Brasil até as oitavas de final da Libertadores. A partir das quartas, a qualidade do futebol apresentado caiu, mas a estrela do goleiro Victor começou a brilhar, e o clube foi à final da competição.

Agora, o Atlético Mineiro tem uma histórica chance de se firmar no cenário futebolístico mundial. Mesmo se não jogar no Independência – o regulamento da competição só permite que a final seja disputada em estádios com capacidade acima de 40 mil pessoas -, o Galo pode e deve mostrar sua força contra o Olímpia.

O adversário irá a sua sétima final de Libertadores e é tricampeão da América do Sul, mas é hora do Galo mostrar porque ele merece ser respeitado.