ADJF festeja ano de consolidação
Onze vezes campeão mineiro, 15 medalhas de ouro dos Jogos do Interior e Jogos de Minas Gerais, vencedor em 2016 da Copa Brasil e do Campeonato Brasileiro. Os resultados do handebol da Associação Desportiva de Juiz de Fora (ADJF), sob comando técnico do profissional Carlos Dias, vem consolidando o ainda recente projeto juiz-forano e aumentando o respeito das mais tradicionais equipes da modalidade no país. Na temporada passada, a dupla com o Sport (PE) fortaleceu a equipe, que enfrentou de forma equilibrada times como Taubaté (SP) e São Caetano.
As conquistas deixaram o treinador satisfeito e de olho em um 2017 marcado pela continuidade da evolução. “Dentro das nossas projeções para 2016, a ADJF teve total sucesso. Num primeiro momento, fizemos parceria com o Sport (PE) para manter os atletas contratados em atividade, já que em Minas Gerais os torneios ficaram concentrados na segunda metade do ano. Alguns jogadores inclusive estão na seleção brasileira. Na Liga Nacional, fizemos um time muito forte, mas tivemos problemas de chegada em momentos diferentes de atletas. Mesmo assim, equilibramos o trabalho, aproveitamos os Jogos de Minas, porém não fizemos bons jogos iniciais e acabamos terminando em quinto na chave contra as principais equipes do país pela proposta de regionalização do torneio em turno único”, avaliou Carlos.
A prioridade, agora, é a manutenção de uma base competitiva para o quarto ano de Liga Nacional. “Precisamos seguir na evolução. As maiores equipes do país já estão há mais de dez anos jogando, então para ingressar nesse processo é muito difícil. Éramos apenas mais um time jogando, mas no ano passado foi muito melhor. Sentimos diferença na recepção das equipes, da arbitragem. E a vitória sobre São Caetano, do atual técnico da seleção, nos deu um respeito muito grande. Hoje, as pessoas procuram nosso trabalho como referência, nos convidam para palestras, workshops.”
Carlos trabalha ao lado do irmão e gestor da equipe, Cláudio Dias. A dupla segue atenta nos bastidores para a formação de um novo elenco. “Queremos um projeto de dez meses no ano. Já tivemos procura de alguns atletas, perdemos alguns como o Cleryston e o Nailson, que foram para Taubaté, mas vamos procurar jogadores que equilibrem o grupo. Dia 1º de fevereiro terá eleição na Confederação Brasileira de Handebol, e estamos esperando o resultado para ver o que vai acontecer no calendário. Pode mudar tudo. Por exemplo, quando o Cláudio começou a idealizar o projeto, a Liga iria começar em março, mas acabou sendo adiada, o que prejudica. Deixamos de ganhar uma verba considerável no primeiro ano porque o processo de competição mudou em poucos meses”, disse. Apesar do sucesso em quadra da parceria com o Sport, a ideia da ADJF é que o elenco permaneça em Juiz de Fora durante os treinos no ano.









