Desempedida na banheira
A cara do Tupi
Artilheiro do Campeonato Brasileiro da Série D, presente nos principais títulos da história do Tupi – Taça Minas 2008 e Série D 2011, jogador aguerrido, carismático e produtivo. Quem tem ao menos simpatia pelo Carijó sabe que esta descrição só pode ser do atacante Ademilson. Me desculpem os torcedores mais antigos e os grandes nomes da história do Alvinegro, mas, para mim, Adê é o maior ídolo carijó.
Aos 38 anos, idade em que a maioria dos jogadores já está se aposentando, o atacante, nascido no Estado do Rio, mas adotado por Juiz de Fora, ainda corre mais que muito menino, dá canseira nos marcadores, faz gols com os pés, com a cabeça e se supera a cada dia.
Criticado por parte da imprensa em vários momentos, abalado por contusões musculares e até por uma alta na pressão arterial, Adê é incansável e líder em todos os elencos que integra. Por tudo isso, e por seu profissionalismo, batalha e capacidade de superação, Adê é a cara do Tupi. Representa um time de interior, com verbas reduzidas e que renasce a cada dificuldade. Um time conhecido e respeitado país afora, apesar de dificuldades, dirigentes, governos e falta de patrocínio.
Ademilson é contagiante e traz consigo um time inteiro que luta em campo, para alegria de sua pequena – mas apaixonada – torcida. É esse exército de guerreiros que hoje pode garantir a classificação do Tupi ao mata-mata da Quarta Divisão Nacional, dando início ao sonho de ter de volta a faixa de campeão e a vaga na Série C. Pra cima deles, Galo!








