Condicionamento x ritmo

Gabriel Sacilotto falou ontem, pela primeira vez, como jogador do Tupi (leonardo costa)
Não é mais novidade que o futebol moderno demanda intensidade física durante os 90 minutos de uma partida. E justamente este volume de jogo veemente embasa parte da estratégia do Tupi para a estreia na Série B do Campeonato Brasileiro, na próxima sexta-feira, contra o Goiás, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. Sem jogar desde 10 de abril, no empate em 1 a 1 com a Caldense, o Carijó vem se preparando com jogos-treinos e treinamentos intensos para aprimorar a condição dos jogadores e, como explica o preparador físico do clube, Renê Carlos, compensar uma desvantagem que terá nos primeiros embates. “Eles (Goiás) já estão jogando a Copa do Brasil e a final do goiano, então, em matéria de ritmo de jogo, estão muito à frente da gente. Porém, quando você adquire ritmo de jogo com partidas sequenciais, também tem perda de nível de força, de condicionamento físico. Para eles acaba sendo melhor pelo ritmo de jogo, mas, para nós, o lado bom é você manter uma intensidade de jogo maior. Por exemplo, o atleta deles vai ter uma antecipação e um cabeceio melhores, mas nosso condicionamento físico, a parte de força para nós fica melhor.”
Os desafios nas três primeiras rodadas, aliás, são diante de campeões estaduais (Goiás, Vasco e Paysandu), algo que pode contribuir no processo do ganho de ritmo, mencionado por Renê. “O adversário sendo difícil melhora sua concentração, seu desempenho, então acho que se for pegar adversário difícil é melhor que seja logo de cara até para darmos uma observada melhor nos atletas.”
Itália-Tupi
Na tarde de ontem, o volante Gabriel Sacilotto falou pela primeira vez como jogador carijó depois da assinatura do contrato para a Série B. Aos 33 anos, o reforço foi revelado no Rio Branco de Americana (SP) e atuou durante quase 11 temporadas no futebol italiano, passando por equipes como o Lecce, Siena e Cesena, período também de acúmulo de características do modelo de jogo europeu, que será aproveAitado em Juiz de Fora. “Até pelas minhas primeiras semanas aqui deu pra ver que a equipe trabalha muito com a bola, um treinamento específico. Lá é muito treino tático, então, juntando a qualidade do jogador brasileiro, a técnica e a habilidade com a técnica, e o professor até pede para jogarmos com marcação por zona, modo europeu, acredito que pode ser muito benéfico para a equipe”, opinou Sacilotto.









