Papo de gandula
Sem precipitações
Caros e caras, não sou daqueles que vai usar nosso Papo para dizer que a parada da Série D foi prejudicial ao Tupi. Falar isso tomando como base o resultado de domingo é uma covardia, na minha modesta opinião. Claro, no sentido de ter cortado o embalo de um time que vinha de duas vitórias e jogando como jogou no 3 a 0 sobre o Araxá, isso pode ser levantado. Mas ninguém me garante que no fim de semana seguinte àquela partida o Carijó não perderia fora de casa, por 1 a 0, para o Resende. Considerei o resultado normal, assim como o técnico Felipe Surian.
Por isso, sem precipitações, carijós! Sem achar que tudo o que foi feito antes da paralisação por conta da Copa das Confederações se perdeu. Os outros times, naturalmente, iriam evoluir, e o Tupi, líder do grupo, era – e ainda é – a equipe a ser alcançada. Perder um jogo pelo placar mínimo, fora de casa e sem poder contar com a escalação que tão bem se encaixou e atuou nos dois primeiros jogos – lembro que o meia Michel, que tem função tática importantíssima, foi desfalque – não é o fim do embalo. Há correções a serem feitas, obviamente, mas como disse após a primeira vitória contra o Aracruz, no Espírito Santo, o Carijó ainda pode contar apenas com os resultados positivos em seus domínios para avançar às oitavas de final da Série D.
Agora é preciso se preparar para o confronto com o Nova Iguaçu, dia 20 de julho, em Juiz de Fora. Essa sim é uma partida importante e que vai dar bem a medida de como ficará a briga pela classificação. Até porque o confronto seguinte também é contra a Laranja da Baixada, fora de casa. Esse arremedo de mata-mata pode deixar os juiz-foranos bem perto do objetivo na fase de grupos da Quarta Divisão. Conseguir pelo menos 4 dos 6 pontos em jogo seria bom para deixar o restante do returno mais tranquilo.








