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Papo de gandula: parou e perdeu a partida


Por Wallace Mattos

09/04/2013 às 06h00

Caros e caras, confesso que estou desde sábado tentando entender o que aconteceu com o Tupi diante do Araxá. Não consegui a resposta. O que sei é que uma das mais velhas máximas do futebol, que dá conta de que o resultado de 2 a 0 a favor é sempre perigoso, se materializou na minha frente e de mais cerca de 1.800 presentes no Estádio Municipal. Vencendo tranquilamente, o Carijó simplesmente parou de jogar nos 15 minutos finais, levou a virada e perdeu o jogo.

O primeiro tempo foi quase perfeito. Não fossem uma ou duas chances desperdiçadas frente a frente com o goleiro, seria impecável. Na volta do intervalo, os donos da casa também controlaram as ações até mais ou menos a metade do segundo tempo. Lembro-me claramente de um giro do centroavante Wesley em cima do zagueiro, ficando só com o arqueiro araxaense à sua frente, mas sem conseguir fazer o gol. Seria a ducha de água fria necessária para desanimar de vez o Araxá. O Carijó não matou o jogo, e eles vieram para cima. Enquanto o técnico Felipe Surian era obrigado a trocar jogadores por conta de limitações físicas, o comandante adversário, João Martins, foi desfazendo seu esquema congestionado no meio e dando mais velocidade e movimentação a seu ataque.

Depois de levar um gol no qual quase todo o time assistiu ao lateral-esquerdo Fabiano tabelar e encontrar um companheiro livre na pequena área, uma bola desviada empatou o confronto, colocou o Carijó em desespero e animou o Araxá. A virada foi só o requinte de crueldade dos deuses do futebol. Capaz de reações fantásticas e vitórias históricas em seus domínios, desta vez o Tupi provou do próprio veneno, perdendo um duelo que tinha controlado amplamente. Que fique a lição de que o jogo – sempre – é jogado, e o lambari é pescado. Não se pode cochilar ou sentar na vantagem antes do último apito do juiz.

O resultado complicou as chances de classificação do Carijó para as semifinais do Mineiro. Agora, no melhor dos cenários, o time de Juiz de Fora vai precisar de pelo menos 1 ponto contra o Cruzeiro, na última rodada, isso contanto que vença – e se quiser brigar para avançar é obrigado o isso – o Tombense no próximo domingo, em Tombos. Não está fácil, mas enquanto há esperança tem que haver luta. Como disse acima, o jogo é jogado, e o lambari é pescado…

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Falando um pouco de Copa do Brasil, acho que o Tupi deve aproveitar esse jogo de amanhã para, diante do perigoso e bem estruturado Luverdense, colocar para fora o que ficou entalado no último sábado. Uma partida logo após um resultado ruim em outra competição pode servir como trampolim para animar os atletas para o confronto importante pelo Mineiro no fim de semana. No mais, é tentar começar o sonho de bater a participação mais longa do Carijó no torneio, em 2004, quando chegou à segunda fase, eliminando o Bangu, e caiu diante do Flamengo.