Nada no balaio
Dias difíceis
Há exatamente uma semana, estava no Radialista Mário Helênio para ver Tupi e América. Não era um dia bonito nem feio. Era um dia estranho. Torcedores tradicionais não eram vistos. As torcidas organizadas não apareceram ou estavam tristes antes mesmo do apito inicial. Fosse Quarta-feira de Cinzas estaria tudo explicado. Mas não era. Como também era dia de futebol, conforme se viu nos 90 minutos seguintes. Não é possível falar nem que foi uma pelada, pois nessa modalidade é comum emoção, mesmo quando a técnica é duvidosa. Foi, sim, um fiasco. Ninguém jogou bola. Os americanos arrumaram um gol mais por demérito da zaga Carijó do que por mérito de seus atacantes. Isso considerando a presença de Fábio Júnior em campo, mesmo que ninguém tenha percebido.
Amanhã fica definido quais clubes vão para a semifinal. Cruzeiro, América e Atlético, como esperado, estarão lá. O desconhecido América de Teófilo Otoni, e não de Tocantis, deve fechar o quarteto. Na parte de baixo, Ipatinga e Democrata devem cair como o esperado. Restará ao Tupi, se muita gente ajudar, uma vaga na Série D do Campeonato Mineiro como prêmio de consolação. Muito pouco para o time que conseguiu parar o ataque do Cruzeiro. Muito pouco para o bom goleiro Rodrigo e para o veterano zagueiro Leonardo. Mas é o que resta. Isso, claro, na melhor das hipóteses. A permanecer o futebol do sábado passado, o segundo semestre será de férias e Taça Minas. E assim, a cada ano, mais torcedores vão trocando o Mário Helênio pelos jogos da TV. Nem tanto pelo futebol que se vê na telinha, mas pelo futebol que não se vê por aqui.









