Nada no Balaio
Sem nenhum destaque na parte de cima da tabela, onde todos são iguais, todos querem o mesmo, deram, então, para se ocuparem com a zona do descenso. Ali também não há muita novidade, com todos querendo o mesmo, ou seja, manter-se na chamada elite do futebol brasileiro, como se o futebol brasileiro tivesse uma elite. Curiosamente, os times lá de cima e os daqui de baixo são os mesmos há algumas rodadas, configurando-se uma das coisas mais sem graças da competição.
Mas, como insistem os políticos, a imprensa tem certa predileção pelo lado trágico dos fatos. Sendo assim, é até justificável a insistência em (tentar) explicar porque os times mineiros estão na parte de baixo da tabela. O que não se justifica é a quantidade de besteira nas análises feitas. Falar que o problema é falta de estádio (Mineirão e Independência estão em obras) é um ataque ao bom senso. O Boa, que disputa a Segunda Divisão e corre risco de subir, não tem estádio, torcida, tradição, cidade…
Falar que a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 estão afetando positivamente os times do Rio de Janeiro é outro delírio. Até porque dificilmente os cariocas vão repetir suas atuais performances em 2012 e 2013. Nenhum deles tem vocação para se manter seis anos por cima, como o Barcelona. Outro absurdo é dizer que os times mais bem estruturados estão com melhores campanhas. Como se aqueles aqui de baixo não tivessem boas estruturas.
O Cruzeiro vendeu meio time e mascarou os impactos das transações com trocas de técnicos, o que não é novidade na Toca dos Perrellas. O Atlético e o América apostaram em elencos que não renderam o esperado. Diego Souza não fez nada no Galo e hoje é craque no Vasco. Amanhã o Guilherme pode ser vendido e arrebentar em outro clube. O elenco do América é fraco, dizem de forma unânime. E o do Ceará? Do Atlético-GO? Se estivessem um pouco mais abaixo também seriam fracos.
O melhor do futebol continua sendo o inexplicável.









