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Triatleta Beatriz Hollanda morre atropelada na BR-040


Por Sandra Zanella

07/10/2011 às 07h00

Triatleta morreu aos 58 anos

Triatleta morreu aos 58 anos

Juiz de Fora perdeu ontem, em um trágico atropelamento, um dos grandes nomes do esporte da cidade. A triatleta Beatriz Hollanda, 58 anos, treinava ciclismo na BR-040 pela manhã quando foi atropelada por uma carreta ao cruzar a pista sentido Belo Horizonte para pegar o retorno no trevo de Lima Duarte e retornar ao Salvaterra, de onde saíra em companhia do ciclista Alex "Bagal" Nascimento.

Beatriz Vitória Sabbagh Hollanda nasceu no dia 27 de novembro de 1953 e deixa dois filhos. A triatleta dividia seus dias entre os treinos, os atendimentos em oftalmologia em sua clínica, além da chefia do setor oftalmológico do hospital Monte Sinai. A pedido da família, respeitando desejo da própria Beatriz, não houve velório, e o corpo seguiu diretamente para o Rio de Janeiro, onde será cremado hoje em cerimônia somente para familiares.

O acidente que vitimou a triatleta e médica oftalmologista aconteceu às 10h40 de ontem, no km 780 da BR-040, na altura do trevo de acesso a Lima Duarte, Zona Norte. De acordo com o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Wallace Wischansky, ela trafegava de bicicleta pelo acostamento da pista sentido Belo Horizonte e tentou cruzar a rodovia para fazer o retorno ao Salvaterra, quando foi atingida por uma carreta Iveco, de São Paulo. "Ela atravessou na frente do veículo para pegar o retorno à esquerda, bateu no meio do eixo de tração do cavalo trator, caiu e foi rolando por debaixo dos demais eixos da carreta." A vítima teria sido arrastada embaixo do veículo por, aproximadamente, 30m, e sua bicicleta ficou destruída.

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Momentos antes da tragédia, Beatriz treinava na companhia do ciclista Alex "Bagal" Nascimento, 37. Ele seguia à frente dela e ficou em estado de choque após o acidente. "Saímos entre 9h30 e 10h, para um treino normal", disse, visivelmente emocionado. Segundo Bagal, os dois estavam acostumados a fazer esse trajeto, que constava em sair do Salvaterra, pedalar por cerca de 20km na BR-040, sentido Zona Norte, e pegar o retorno na parte central da rodovia para acessar a pista contrária e voltar. Ainda conforme o atleta, a médica não utilizava fones de ouvido durante o ciclismo.

O motorista da carreta, 56, disse que o veículo estava carregado com 25 toneladas de cerveja. Ele saiu do Rio de Janeiro e iria descarregar em Benfica. "Eu estava na faixa da direita, e a ciclista, no acostamento. De repente, ela cruzou a pista na minha frente. Buzinei e joguei para a esquerda. Saí o máximo que pude, só não subi no canteiro (central) porque poderia tombar", lamentou o condutor, que parou alguns metros depois e preferiu não descer da cabine. Marcas de frenagem ficaram no asfalto da faixa esquerda, na qual Beatriz foi atingida. Peritos da Polícia Civil realizaram os levantamentos no local. Policiais rodoviários federais e funcionários da Concer também estiveram presentes. A rodovia ficou parcialmente interditada, e cones foram espalhados para sinalizar a estrada. O corpo foi removido por uma funerária e levado para necropsia no Instituto Médico Legal (IML), antes de seguir para o Rio de Janeiro.