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Esportistas e autoridades comentam morte brutal da triatleta


Por Wallace Mattos

07/10/2011 às 07h00

A notícia da morte de Beatriz Hollanda chocou dirigentes esportivos, além de emocionar atletas que costumavam tê-la como companheira em provas Brasil afora. "É uma perda grande. Uma pessoa muito jovial, sempre atraindo pessoas a começar a praticar o triathlon. Tinha isso como sua missão", disse o presidente da Confederação Brasileira de Triathlon, Carlos Fróes. O dirigente máximo da Federação de Triathlon do Rio de Janeiro, Júlio Alfaya, lembrou-se que a triatleta sempre lutou pela evolução do esporte."Estive com ela na última competição que fez no Rio, dei um grande abraço. Sempre foi um grande exemplo de dedicação e amor ao esporte. Lutava por melhorias, era crítica de maneira correta. Considerava uma honra poder escutá-la e trabalhar para tornar os eventos melhores com suas sugestões. Estou realmente abalado. Era uma amizade, dessas gostosas de provas, de 15, 20 anos."

Jovens atletas locais, que tiveram em Beatriz uma inspiração e, por vezes, uma parceira de treinos, também se comoveram com o trágico acidente. "Comecei a treinar com ela, era uma grande amiga. Fizemos muitas viagens juntos, frequentávamos a casa um do outro. Não tenho muitas palavras", disse o triatleta Lucas Leite. "Hoje (ontem), estava treinando na BR-040 e cheguei a passar por eles antes do acidente. É complicado", relatou o ciclista Thiago Aroeira.

Atual treinador de Beatriz na equipe Saúde Performance, um dos mais abalados pela tragédia era o triatleta e educador físico Marcos Hallack. "Estou chocado e muito triste. A vida representava muito para ela. Era uma mulher inquieta, que sempre incentivava as pessoas a saírem de seu comodismo e mergulharem de cabeça no esporte. Estávamos preparando suas próximas competições, e ela ainda comentava em ir ao Monte Everest. Deu exemplo deixando o tabagismo, o sedentarismo e tornando-se uma triatleta."

 

"Um pessoa que vivia intensamente o esporte, sempre arrumando uma palavra de motivação para quem estava a seu lado, nas competições. Realmente um perda grade para o triathlon brasileiro"

Carlos Fróes, presidente da Confederação Brasileira de Triathlon

 

"Beatriz mostrou a todos que, mesmo com uma idade um pouco mais avançada, somos capazes de nos dedicar à prática esportiva. Conciliava o trabalho com os treinos, mas sempre com total dedicação em ambos"

Renato Miranda, secretário de Esporte e Lazer

 

"Uma fatalidade, um fato muito triste para o esporte e que mexe com a gente que treina ali todo dia"

Thiago Aroeira, ciclista

 

"Beatriz encarava o esporte não como busca de performance, mas como meio de promoção da saúde e interação social. Estava sempre muito alegre no ambiente de qualquer competição"

Júlio Alfaya, presidente da Federação de Triathlon do Rio de Janeiro

 

"É muito triste pelo que Beatriz representa para Juiz de Fora. É uma grande perda para o esporte local"

Lucas Leite, triatleta

 

"Ela partiu, mas fica o exemplo de um a guerreira. É um perda não só para a medicina e o esporte local, mas para a sociedade juiz-forana. Quantas pessoas ela não tocou com seu exemplo de mãe, profissional e atleta de sucesso?"

Marcos Hallack, treinador de Beatriz Hollanda

 

"A cidade perde uma atleta exemplar, que sempre motivou a todos no sentido de praticar esportes"

Gilmar Quaresma, vice-presidente do Panathlon Club Juiz de Fora