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Treinador e capitão do Chacarense falam da trajetória do título da Copa Regional e enaltecem apoio da cidade

Técnico Fernando Alvim e lateral-esquerdo Jason foram os convidados do programa Dá Jogo, transmitido ao vivo no YouTube da Tribuna de Minas nesta quarta-feira


Por Hugo Netto

06/08/2026 às 05h45

O técnico do Chacarense, Fernando Alvim, e o lateral-esquerdo e capitão Jason, campeões no último domingo (2) da Copa Regional Zona da Mata, foram os entrevistados desta quarta-feira (5) do programa Dá Jogo, transmitido ao vivo no YouTube da Tribuna de Minas. Durante a conversa, eles enalteceram o apoio da população de Chácara e falaram sobre como foi a preparação do elenco para a disputa do campeonato, com nomes experientes e uma média de idade de 30 anos. Também contaram suas trajetórias e analisaram o nível do futebol amador atualmente.

Confira a entrevista na íntegra:

Tribuna de Minas: Como foi o movimento de apoio da cidade de Chácara em torno de vocês?

Fernando Alvim: Acho que a cidade em si abraçou o Chacarense. Era um amor que estava apagado. A gente vendeu muita camisa, torcedor comparecia, em casa sempre era cheio. Tem agradecimentos especiais ao Bilim, ao Marcelo, ao secretário de transporte, o Guilherme, que sempre disponibilizou os ônibus. Na final, a gente saiu com quatro ônibus de Chácara, fora os carros. E assim foi o campeonato todo. A torcida abraçou isso e eu acho bacana porque gera também um turismo para as outras cidades. O pessoal ia, conhecia um lugar, uma praça aqui, uma praça ali. E o pessoal também ia muito em Chácara, assistia o Chacarense. A gente teve muitos visitantes torcendo para o Chacarense.

Tribuna de Minas: Na final, no Estádio Mário Helênio, vocês falaram de 1.700 pessoas só do lado da torcida de vocês. Sentiram muita pressão? 

Jason: A gente já estava nessa pressão meses antes do campeonato começar. Eu e o Fernando realizamos uns dois, três amistosos antes. Desde a montagem do elenco até esse último jogo aí. Se fosse falar de pressão, acho que já tinha explodido. Mas foi bacana demais ver a nossa torcida encher o setor que foi destinado para ela. Foi mais de 1.700 pessoas. No total, juntando a nossa torcida e a torcida de Goianá, acho que passou de 2 mil pessoas. Então, essa final acho que entrou para a história com quebras de recordes. A transmissão do jogo bateu o recorde também. Acho que no ano passado era de 680 pessoas. Essa passou de mil. 

DÁ-JOGO-Chacarense
Técnico Fernando (à esquerda) e capitão e lateral-esquerdo Jason concederam entrevista exclusiva à Tribuna, pelo Dá Jogo (Foto: Reprodução Dá Jogo)

Tribuna: O jogo final foi 1 a 1 no tempo normal e depois vocês venceram nos pênaltis, e saíram atrás do placar. No segundo tempo, depois de uma jogada do Nicolas, o Guilherme pegou o rebote, estava no lugar certo, na hora certa.

Fernando: Eu falo que é o Bebeto e Romário. Os dois foram um casamento perfeito. 

Tribuna: E o Nicolas é um menino que tem 20 anos de idade, que rabisca, gosta do um contra um, joga do lado de campo, tem personalidade.

Fernando: Ele foi o melhor do torneio. No primeiro tempo a gente começou sofrendo muito, ele estava atacando pelo lado esquerdo. Falei: “Nicolas, vai para o lado direito, ataca pelo lado esquerdo deles.” Foi onde a gente começou a criar as melhores jogadas, tivemos oportunidade de empatar no primeiro tempo. Aí a gente fez uns pequenos ajustes no intervalo, no posicionamento dos zagueiros e a gente conseguiu um empate. Depois da expulsão parece que os nervos ficaram um pouquinho mais tensos e o jogo ficou mais morno.

Tribuna: E ali no vestiário, na hora do intervalo, vocês sentiam ainda a confiança de que iam buscar o título? Como foi aquela conversa ali naquele momento? 

Jason: Falando pela minha experiência própria, de dentro de campo, a gente tomou o primeiro gol muito rápido. No meu pensamento, por um momento eu achei que não ia dar certo, que não era o nosso dia. Mas eu conversei com o nosso time, teve uma parada em que um jogador machucou, eu tentei reunir a galera e falei pra gente segurar um pouquinho mais pra deixar o primeiro tempo terminar com 1 a 0. Se terminasse 1 a 0, eu sabia que no segundo tempo a gente iria fazer gol. Foi o campeonato inteiro assim. Eu acho que a maioria dos nossos gols saíram no segundo tempo. Então conseguimos terminar com 1 a 0, realmente o time de Goiânia botou uma pressão muito grande em cima do nosso time, que era um ataque muito qualificado, mas eu sabia que se a gente terminasse 1 a 0 só, no segundo tempo a gente conseguiria empatar ou talvez até virar. 

Tribuna: Como foi a formação do elenco?

Fernando: A gente começou assim, um belo dia, eu e o Jason sentado e disse: “Vamos entrar esse ano de novo no Regional?”. “Vamos”, então quem que a gente vai começar chamando? Aí o Jason é amigo do Jobson (que acabou não jogando, afinal), do Salino, do Luiz Fernando. A gente chamou eles, eu já tinha a base do ano passado, o Edão, o Luiz Guilherme, o Caio que não tinha jogado, o Yuri. Aí foi montando a base e assim foi montando o elenco. Esse daqui (Jason) foi o principal cara que ajudou a montar o elenco.

Jason: A gente trouxe o Luiz Fernando, que é muito parceiro do Fernando também, jogou no Bahia. Aí chamamos o Salino, trouxemos o Pablo (ex-Vasco e Cruzeiro), Toledo (ex-Tupi). Aí começou a historinha: “Mas vocês estão montando time de asilo?”, por causa da idade dos jogadores. Não, a gente está montando time experiente. Aí depois a gente conseguiu trazer o Nicolas. Todas as contratações pra gente foram importantes. Mas eu acho que o Nicolas e o Sonas foram as que mais agregaram pra gente no campeonato (…) O Sonas, no ano passado a gente jogou contra, teve Chacarense e Santa Terezinha lá em Chácara, que foi um jogo quente, um jogo que pegou bastante. E o Sonas foi um dos personagens que deixou o jogo quente. A torcida tinha tomado uma raiva dele danada. Quando a gente anunciou ele, o tanto de gente que falava “esse menino não vai pisar aqui, ele não vai dar certo, não vai jogar”. Aí teve até uma cena bacana.

Fernando: Foi em Goianá, foi no primeiro jogo, antes da semifinal, o goleiro, campeão de 86, César, chegou perto dele e falou assim: “Você vai pegar dois pênaltis hoje, fica tranquilo. E pegou dois na semifinal. Depois do jogo ele foi lá com o netinho dele, deu um abraço e pediu desculpa. 

Tribuna: Muitos nomes experientes, mas conseguiram equilibrar. Média de idade de 30 anos, então também contaram muito com os jogadores jovens.

Fernando: Sim. O Nicolas, o Caio, o Lucas – ele era camisa 10 lá em Chácara. Perguntei: Você quer jogar regional?”, ele falou que sim, “então você vai para a lateral direita”. Aí ele falou que queria a camisa 2. Falei: “não, você vai jogar com a 18”. Jogou com a 18, deu sorte, foi até o final com a 18 e jogou muito bem.

Jason: A gente tem o Tenten também, que é de Chácara, 16 anos.

Fernando: É irmão do Caio, são três irmãos que tinha no time. O Tenten, o Caio e o Yuri.

Tribuna: Teve algum jogo que vocês acharam mais difícil ou algum que vocês viram que estava engrenando?

Fernando: 3 a 1 contra o Benfica, eu falei “não, agora vai, a gente engrenou. E eu tive certeza que o 3 a 2 também contra o Goianá, lá, foi um jogaço, mas eu acho que a gente foi muito resiliente contra o NECC, na primeira fase. A gente perdendo de 2 a 0, no primeiro tempo, e o time deles muito melhor. A gente parou o intervalo e falou: “A gente vai virar esse jogo. A gente vai ganhar esse jogo”. Todo mundo tranquilo, e a gente virou pra 3 a 2, num jogaço, uma partidaça do Nicolas, aquele jogo bem tenso, bem regional. Aí eu falei: “Não, agora é campeão”. 

Tribuna: E como foi encarar diferentes campos?

Jason: O campo de Dores lá era praticamente o tamanho do Estádio (Municipal). Campo fofo, e a gente foi com elenco reduzido, quebrado, na fala do futebol. Tinha 4 no banco, sendo o Tentem, de 16 anos, nunca tinha jogado regional. A gente perdeu 2 pênaltis nesse jogo, eu perdi um, o Nicolas perdeu, e a gente conseguiu ganhar de 1 a 0 ainda. Então foi um jogo que a gente errou bastante, mas corremos tanto que conseguimos sair com a vitória. Então foi um jogo bem desgastante, bem puxado para o nosso elenco, que teoricamente era um elenco mais velho. Então foi ali que a gente viu que a idade aqui era só um detalhe.

Fernando: Fora a logística. De Chácara a Dores dá quase 3 horas. Então a gente sai cedo, para no meio da estrada, almoça, chega lá, chegamos quase 11 horas da noite de novo. 

Jason: E até em Dores a gente conseguiu levar um monte de torcida, a torcida acompanhou a gente lá. Então em todos os jogos que a gente foi, em toda a cidade que a gente foi, a torcida foi atrás.

Fernando: Acho que tirando, a semifinal, o primeiro jogo, acho que em todos os jogos a gente teve mais torcida.

Tribuna: A que vocês acham que se deve esse título?

Jason: Deu certo porque todo mundo da área, em volta da gente, comprou a nossa ideia. Tem o Zé Guilherme que está aqui do nosso lado, que é o secretário de Transporte. Foi um dos primeiros a comprar a ideia, para disponibilizar o transporte, o ônibus para a torcida. Então eu acho que deu certo porque a cidade inteira se mobilizou e entendeu que era o momento que dava para ir e dava para ser campeão.

Fernando: Tem que agradecer o Andrei também, a AyA, a área de comércio aqui, que deu os dois uniformes para a gente. O pessoal da saúde, o pessoal da educação, todo mundo ali perguntava do que a gente estava precisando. A gente fez o evento de feijoada, a tia quis ajudar, fez a feijoada para a gente. O Bingo, o pessoal ia lá ajudar a gente a vender as cartelas. Então assim, a cidade abraçou, a cidade queria isso de novo. Pessoal que tinha parente em Chácara, há 40 anos e está morando em Belo Horizonte, viu no Instagram e pediu a camisa. A gente mandou umas cinco, seis camisas pra BH. 

Jason: A gente começou o projeto em 2026, mas quando você tem pessoas em volta também que tem o mesmo propósito que a gente e interessado no mesmo propósito, tudo dá certo.

Tribuna: E tinham críticas? 

Fernando: Tem uma resenha. Mas eu acho que eu acertei o que eu tinha que fazer. Na semifinal, eu estava desfalcado. Aí eu fui e inventei de colocar o melhor lateral esquerdo (Jason) de zagueiro. E eu acho que deu certo, a gente passou. Mas eu conversei muito, uma conversa que eu tive muito com ele, antes disso, eu tive uma conversa com pessoas, também o Pablo Barros, pessoal que é experiente, jogou até fora, falaram: “Não, Fernando, realmente eu acho que a sua ideia está certa. Aí eu fiz o primeiro tempo e a gente classificou. Lá em Chácara tem um jornalzinho da resenha. Aí falou: “O burro da sorte passou”.

Tribuna: Vocês acham que o apoio da cidade também tem a ver com aquele vice campeonato de 2019, que ficou faltando o título para a população?

Fernando: Eu vivi lá, eu cresci no Chacarense, como torcedor. O de 86 é um título muito simbólico para o Chacarense, foi campeão aqui do Regional de Juiz de Fora. Aí depois foi campeão em 2007 e 15 de novo. Em 2018 eu estava no time, a gente disputou o regional de São João, esse que tinha sido campeão em 7 e 15. Na hora de levantar o troféu, eu até chamei alguns remanescentes que estavam comigo pra levantar junto, porque a gente sofreu. A gente foi vice-campeão em 2018 do regional e em 19 a gente foi vice-campeão de futsal com o mesmo time. A gente só estava batendo na trave, só batendo na trave. Em 2018 também houve muito abraço da torcida. 

Jason: Teve também um ano que foi um vexame danado que a gente nem conseguiu classificar, nem passar da primeira fase. Só perdemos, perdemos, perdemos. Depois o Fernando voltou e eu ingressei também na prefeitura como diretor de esporte (16:57) e a gente conseguiu chegar nas quartas de final. A gente bateu na trave contra o Trintões, que também é um time bastante pesado da região. A gente empatou lá por 1 a 1 e perdemos dentro de casa de 2 a 1. E o empate era nosso. Então ali foi uma derrota que doeu bastante. Depois dessa derrota a gente sentou e conversou e falou que no próximo ano a gente ia montar um time pra chegar. E a própria torcida, a gente tinha um pezinho atrás de levar tanto jogador de fora e a torcida não abraçar. Depois do primeiro amistoso, que a gente sentiu que a torcida queria realmente um time pra ser campeão, pra ganhar, a gente conseguiu montar esse elenco.

Tribuna: Contem um pouco da história de vocês, por favor.

Fernando: Eu sou nascido e criado em Chácara. Eu sempre participei da escolinha, brincava de futebol, nunca fui bom não. Até um certo momento que o futebol pune, me machucou, falei: “Não, realmente, eu não posso jogar futebol não, vou estudar para a educação física e vou continuar trabalhando no futebol”. Aí me formei, trabalhei na Prefeitura de Chácara, comecei a treinar o time do Chacarense, aí fiquei esse tempo todo e decidi correr atrás do meu sonho que era ser campeão. Sempre acompanhei, em 2007, 2015, acompanhei todos os jogos como torcedor. E acompanhava daquele jeito, torcendo muito mesmo. Aí 2018 bateu na trave, 2019 bateu de novo, falei: Nossa, será que eu não vou conseguir ser campeão regional?”. Aí ano passado, um a um, era só a gente manter um empate que ia para semi, perdemos,e falei: “Agora, esse ano, vai”. 

Jason: Eu sou nascido e criado em Matias Barbosa, comecei no futsal com o Dimitrius, que hoje é prefeito de Matias. A gente tinha um projeto muito bom em Matias de futsal, da época que a gente ganhou JEMG, ganhava a Copa Bahamas direto, teve uma geração muito boa, 93, 94. Então eu comecei no futsal, do futsal eu fui para a base do Tupi, fui fazer um teste no Cruzeiro, fiquei lá no Cruzeiro na base uns dois anos e meio, do Cruzeiro eu voltei pro profissional do Tupi. Aí eu rodei pelo Siderúrgica, Tigres do Rio de Janeiro, e voltei para o Tupi de novo. Aí eu operei de apendicite, que me atrapalhou bastante, fiquei parado uns oito meses direto, sem jogar bola, e depois disso eu não voltei mais profissional. aí eu caí na várzea. Na várzea que eu me encontrei, eu vi que eu poderia ganhar bem mais do que eu ganhava no profissional na época, então eu fiquei na várzea direto, e entrei para fazer faculdade, foi aí que eu conheci a Raquel, que é minha esposa, ela é de Chácara, foi ali que começou a minha ligação com o Chácara, e dali para frente só foi alegria, graças a Deus. 

Tribuna: E essa época que você jogou no Tupi era uma época muito melhor do que hoje.

Jason: Era, eu lembro que a gente jogou até contra o Fluminense na Copa do Brasil, perdeu de 3 a 0, mas foi uma experiência incrível. Tinha o Conca, o Fred, o Cavalieri, o Gum, o Valter. Foi 2 do Fred e 1 do Valter, lembro direitinho. Aí joguei contra o Villanova, contra o Mancini, o Mancini eu jogava com ele no videogame, quando eu vi ele na minha frente foi uma experiência incrível.

Tribuna: Era uma época boa de futebol daqui de Juiz de Fora, porque hoje em dia não é tão atrativo pra meninos mais jovens virarem profissionais como você virou, né, Jason?

Jason: Exatamente, tinha o Tupi, tinha o Baeta, e, de vez em quando, surgia até o Sport. Hoje, a gente não vê nenhum time na cidade profissional. Um menino novo, que começa a jogar agora, por exemplo, o Nicolas, tá com 20. Se ele tivesse com 16 anos, ele vai almejar chegar aonde aqui na cidade? Não tem, teria que ir pra time de fora.

Fernando: É até engraçado isso, em uma postagem nossa lá do Instagram, do Chacarense, quando a gente começou a montar a elenco, alguém chegou lá e comentou: “Que vergonha, o Chacarense está montando um time melhor do que o Tupi”.

Jason: E a experiência que a gente conseguiu ter no nosso elenco esse ano é fora do normal. Eu consegui dividir isso com o Salino, com o Pablo, eu gostava de deixar sempre a palavra final da rodinha dentro do vestiário, justamente com esses caras. O Pablo disputou Champions, jogou no Vasco, jogou no Cruzeiro, Bahia, Vitória, então, eu gostava de deixar essa parte mais com eles, justamente pela experiência e por onde eles chegaram

Tribuna: Como é que vocês acham que é o nível hoje do regional, do futebol amador aqui em Juiz de Fora e região:

Fernando: O futebol amador cada dia tá mais competitivo. Você vê que é mais profissional. Hoje você vê os atletas aí, amadores, eu vejo pelo Jason, os caras estão se cuidando, de segunda a segunda, academia, fisioterapia. Se você não se cuidar, você não joga hoje.

Jason: Eu bato nessa tecla. Se não treinar durante a semana, não consegue jogar mais. Até joga, campeonato de menor expressão. Mas hoje, por exemplo, uma Copa Bahamas, um regional, até a ALEC, que é da região de Cataguases, se não treinar, não joga.

Tribuna: Você tem algum tipo de preparação pra seguir em forma e poder estar em alto nível?

Jason: Graças a Deus, eu encontrei uma mulher que me ajudou bastante. Minha mulher é personal. Se não fosse ela, eu acho que eu também já tinha parado de jogar. Durante a semana ela pega no meu pé, eu treino a semana inteira.

Fernando: A gente teve um vestiário muito bacana, também não posso deixar de citar aqui. Na semi, que a gente precisava virar. A Raquel e a Maria Clara tiveram uma ideia pro vestiário que foi fundamental. Se não fosse elas, talvez a gente não tivesse mexido tanto com o brilho do time. Então elas participaram bem desse título também.

Jason: Elas pediram pra gente sair pra aquecer, só com colete. A gente foi, fez o aquecimento. Aí quando voltou, a gente pegou a camisa e tinha uma foto da família de cada um colado assim do lado da camisa. Aquilo ali foi bacana pra caramba.

Tribuna: E agora, o que vem pela frente? 

Fernando: Até recebi um convite. Esse cara me ajudou a ganhar pelo Chacarense. Ele é lá de Matias, do Unidos da Penha. Aí os amigos dele me fizeram convite pra estar com eles lá no Campeonato Municipal, pra tentar fazer eles campeões. Então acho que eu tenho a obrigação agora de fazer o mesmo que ele fez por mim, lá no bairro dele.

Jason: E lá tá precisando. Todo jogador tem um time que se identifica, que é o time do bairro. Então esse é o meu time, que desde pequeno a gente tenta e nunca conseguiu ser campeão. Nunca. Ainda mais no começo do ano, que teve essa tragédia lá com a enchente, que destruiu várias coisas. Esse ano a gente está se sensibilizando, mobilizando lá pra tentar conseguir.

Tópicos: Chacarense / dá jogo