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Treinando para o Mundial


Por Tribuna

04/08/2013 às 07h00

As juiz-foranas Luisa Vieira de Mello, Priscila Gollner Coelho e Alice Spinelli de Souza foram convocadas para a Seleção Brasileira de Ginástica de Trampolim. As garotas conseguiram o índice técnico para disputar o Campeonato Mundial da modalidade, que será realizado em Sofia, Bulgária, em novembro, mas correm o risco de não irem à Europa. Tudo por falta de patrocínio.

A única certa na competição é a atual campeã mineira – e vice-campeã brasileira em sua categoria -, Alice Spinelli. Mas a garantia não é por conta de índices técnicos, mas sim porque sua avó, Daisy Spinelli, já começou a pagar as prestações do transporte aéreo. Só com as passagens, irei gastar mais de R$ 3.200. O custo total do investimento pode chegar a até R$ 12 mil. É muito dinheiro, mas é um sonho da minha neta. A gente se desdobra para conseguir dar essa chance a ela, destacou.

Para Luisa, 16, a visita à Bulgária pode ser a estreia em mundiais. Desde os 7 anos eu pratico o esporte, e a chance de ir para o Mundial é fantástica. É uma pena que nós tenhamos tantas dificuldades, mas estamos todos correndo atrás.

Preparação

Em setembro será realizado, em Goiânia, o Campeonato Brasileiro Júnior Elite de Ginástica de Trampolim, que oferece aos três primeiros colocados A Bolsa-Atleta, na categoria nacional. Para os treinadores Elisangela Gamarano de Freitas (Recrear/Clube Bom Pastor) e Wanderson Zambelli (Colégio Stella Matutina), que estão trabalhando em parceria, o evento será mais um grande teste para suas pupilas. As sequências das meninas estão praticamente prontas, e trabalhamos quatro vezes por semana para levar os movimentos à perfeição, afirma Zambelli.

Elisangela, que será a técnica no Mundial, explica que, para o ciclo olímpico do Rio de Janeiro 2016, houve uma mudança no Código da Federação Internacional de Ginástica. A perfeição na execução dos movimentos passou a ser mais valorizada do que o grau de dificuldade dos saltos. Nas competições, vemos saltos mais simples, mas perfeitamente executados, que são mais valorizados do que aqueles mais difíceis. Não vale a pena arriscar. Por isso, queremos que as séries sejam perfeitas, garante.