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Real Matismo quer ser grande


Por Pedro Brasil

04/08/2013 às 07h00

O presidente e meia Wender (de pé, ao centro) e o elenco do Real

O presidente e meia Wender (de pé, ao centro) e o elenco do Real

Um grupo de aproximadamente 20 jovens juiz-foranos deseja – em, no máximo, dez anos – criar um clube de futebol profissional. Esse é o ousado sonho do Real Matismo Futebol Clube, time formado por amigos moradores do Bairro Jardim de Alá, na Zona Sul de Juiz de Fora. "Todos nós gostamos muito de futebol e decidimos viver dele. Para isso, queremos nos estruturar e evoluir rumo ao profissionalismo", deseja o estudante de 19 anos, meio de campo e presidente do Real Matismo F.C, Felipe Wender.

Apesar de ter apenas um mês de fundação, o projeto realmático é audacioso. Para conseguir chegar à elite, o time – mesmo sem departamento de marketing – criou um planejamento de mídia para cativar torcedores. Segundo Wender, o processo será dividido em etapas, todas visando a potencializar a "marca Real". A primeira é jogar em todas as quadras e campos de soçaite de Juiz de Fora e região. Para demonstrar a responsabilidade social do clube, o Real Matismo quer fazer amistosos solidários. "O foco é organizar um jogo-treino por mês recebendo doações de alimentos e doá-los a instituições de caridade", argumenta o presidente do Real.

O segundo passo seria alcançar mil "curtidas" na fan page do clube no Facebook até o fim do ano – na última semana, a página possuía 151 "curtidas". Na sequência, o objetivo é criar algo que muitos clubes profissionais ainda não têm: programa de sócio-torcedor. "Nesse começo, nós estamos cobrando R$ 25 por mês de cada um dos atletas-sócios para investir em coisas para o Real, como uma linha de camisas pólo que queremos fazer para eventos sociais", explica o presidente realmático.

 

Patrocínio e expansão

O terceiro momento de evolução do clube, na projeção do presidente, seria a criação de uma escolinha de futebol. O desejo é alavancar fundos para o time e também dividir os atletas por categorias. Nessa fase, que, na projeção de Wender, iria acontecer em 2015, o clube já teria número suficiente de atletas qualificados para fazer a transição do futebol soçaite para o futebol de campo.

Após a estruturação, o foco seguirá na busca por recursos. "Por meio dos nossos parceiros, já conseguimos benefícios, como uma quadra para treinar e também descontos na compra de produtos. Os torcedores viriam atraídos pelos descontos nos produtos oferecidos pelos nossos conveniados. Também iríamos fazer sorteios de brindes".

Hoje, o Real Matismo é patrocinado pela Gsport, Rio Branco Soccer e Bar do Ceará. "Já entrego cerveja no Rio Branco Soccer. O Felipe me pediu um apoio financeiro, e eu dei. Agora, estamos no aguardo para ver a evolução da parceria", explica Aquiles Martins Mororó, o popular Ceará.

Na visão otimista de Wender, esses procedimentos estabilizariam as finanças do clube, que, posteriormente, poderia aumentar a estrutura, se vincular à Federação Mineira e disputar competições oficiais. "Nesse momento teríamos que mudar o nome da equipe. O Real Matismo FC iria se tornar o Real JF. O nosso nome atual tem por objetivo chamar a atenção das pessoas", explica. Mas a realidade é que, até hoje, o Real Matismo ainda não jogou nenhum campeonato. A estreia dos realmáticos será no dia 18 de agosto, na Copa Rio Branco de Soçaite.