‘98% certo’: bilionário angolano irá comprar SAF do Nacional de Muriaé
Investidor do ramo de petróleo e diamantes irá adquirir 70% do clube; diretor fala em virar potência nacional

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Adicionar Tribuna de MinasO Nacional Atlético Clube, de Muriaé, município da Zona da Mata mineira localizado a cerca de 160 quilômetros de Juiz de Fora, pode ter uma transformação em sua estrutura, após ser rebaixado no Módulo II deste ano. Isso porque o bilionário angolano Manoel Gomes, com fortuna construída no ramo de petróleo e diamantes, está em negociações avançadas para adquirir 70% da SAF do clube, com contrato válido por dez anos. A informação, divulgada inicialmente pelo jornalista Jorge Nicola, foi confirmada pela Tribuna no contato com o diretor de futebol da equipe, José Adelmo Pinheiro.
“Está 98% certo, só falta a assinatura de contrato. Estamos fazendo as tratativas há algum tempo, mas os valores não serão passados agora. Queremos regionalizar o futebol da região, usar todas as cidades pequenas. O clube brasileiro do Manoel será o Nacional, mesmo que tenha outros times parceiros. O objetivo é fazer negócios, comprar direitos de jogadores e negociar”, diz o diretor.
Questionado pela Tribuna pelo motivo do angolano escolher o Nacional, José Adelmo conta que o bilionário é casado com uma pessoa de cidade próxima a Muriaé. “Ele se impressionou muito com a estrutura e a capacidade regional, já que temos muitos campos na região. Vamos virar uma potência estadual, e se Deus quiser, nacional”, projeta.

Contato com clubes além do Nacional
De acordo com o jornalista Jorge Nicola, o bilionário angolano entrou em contato com o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, para propor um investimento no clube paulista. O modelo apresentado envolve a criação de um fundo destinado à contratação de atletas promissores. O investidor financiaria aquisições pontuais em troca de participação nos direitos econômicos dos jogadores.
As conversas, ainda em estágio inicial, já envolveriam outros clubes tradicionais — ele também dialogaria com Vasco e Corinthians. A proposta contemplaria um investimento voltado à contratação de jogadores com potencial. Eles atuariam em clubes parceiros, funcionando como vitrine, com o objetivo de valorização e revenda no futuro.
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