Os pés pelas mãos – Galo de briga
Eu desgosto de toda e qualquer generalização. Dizer que isso é Libertadores ou que é coisa de time argentino não justifica a patifaria que o tal Arsenal de Sarandí aprontou na última quarta-feira lá nas Minas Gerais, após mais um desfile do Galo das Alterosas na edição 2013 da Libertadores. Não há justificativa para a truculência dos visitantes. As únicas explicações plausíveis são falha de caráter e falta de espírito esportivo, o que deve ter sido maximizado após sofrer dez gols em dois jogos da patota do Ronaldinho Gaúcho.
Como fã do futebol hermano – e do nacional, é óbvio -, só não acho justo dizer que o destempero é coisa de argentino. Já vi muito brasileiro presepeiro e partida de Campeonato Carioca, Mineiro, Paulista, entre outros, acabar antes da hora por conta de quebra-pau generalizado. Eu não sentaria com Edilson e Paulo Nunes em uma mesma mesa de boteco. Nem se eles pagassem a conta. Enfim, cabe às autoridades das esferas comum e esportiva punir duramente os envolvidos. Só não pode sobrar castigo para o Galo. Os mineiros não tiveram relação nenhuma com a patuscada. Ao contrário do caso entre Tigre e São Paulo, na final da Sul-Americana 2012, quando os paulistas perderam merecidamente o mando de campo, após os seguranças tricolores descerem o braço nos visitantes irrequietos.
Noves fora, o que se salva da quarta-feira foi a atuação digna de elogios do time mineiro. O Galo é quem joga o melhor futebol do Brasil. Disparado. Arrisco-me dizer que, até aqui, vem realizando o desempenho mais brilhante da década, em termos de jogo bonito, desbancando os bons times de Santos e Corinthians, campeões da Libertadores em 2011 e 2012, respectivamente. Dá gosto ver a equipe de Cuca jogar, assim como é mágico ver o futebol hermano de Messi, só para reforçar que os rótulos brasileiro e argentino podem ser associados à magia e à beleza do esporte.
Pela bola que tem apresentado, o Atlético é o virtual campeão da Libertadores e do que mais aparecer pela frente. A única coisa que pode jogar contra é o fato de ter atingido a plenitude ainda na fase inicial da competição. Mais difícil do que alcançar o nível de excelência apresentado neste início de temporada será mantê-lo. Com as lesões que já começaram a surgir, Cuca deve começar a se preocupar com alternativas, pois, além dos brigões de Sarandí, todos querem bater o Galo.








