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hora de trabalhar, trabalhar


Por JULIANA DUARTE

03/08/2013 às 07h00

A maioria dos que decidem, ainda meninos, se dedicar ao futebol profissionalmente o faz, acredito eu, por gostar dos jogos, da competição e do lado lúdico da profissão. Deve haver também os que tentam a sorte mirando os altos salários e a fama alcançados por poucos. Mas os treinos, a rotina de exercícios e os compromissos dificilmente são levados em conta na hora da escolha.

Acredito que, muito em função disso, e para aliviar a pressão pré-jogo, atletas – e comissões técnicas – apreciam tanto os famigerados rachões. A atividade, mais uma brincadeira que um trabalho em si, é também chamada de treino recreativo, mas não passa de uma pelada, na qual, normalmente, os jogadores são deslocados de suas funções originais, com os goleiros indo para a linha e os atacantes para debaixo das traves, por exemplo.

O fato é que, como o próprio nome já diz, a atividade é recreativa, despreocupada, leve, o que faz com que muitos a pratiquem de forma desatenta, causando, com isso, lesões. O caso mais famoso é o do volante Émerson, capitão da Seleção Brasileira que disputaria a Copa de 2002 e que foi cortado do grupo na véspera da estreia devido a uma luxação no ombro adquirida quando brincava de ser goleiro no famoso rachão.

Mais recentemente, o Tupi foi desfalcado por um treino recreativo. Dois dia antes do jogo contra o Nova Iguaçu, no último dia 20, o goleiro Douglas Borges machucou o joelho durante a bendita atividade e, amanhã, ficará fora de sua segunda partida devido à lesão.

Por mais seja tradicional e adorado pelos boleiros, eu sou totalmente contra os rachões. Me lembro da musiquinha que aprendi na escola, antes de saber ler e escrever: na hora de brincar, brincar; hora de estudar, estudar. E faço um apelo para que não tenhamos outros casos semelhantes. Amigos, hora de trabalhar, trabalhar.