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SEL busca parceiros para recuperar sede


Por Tribuna

03/04/2013 às 07h00

Já no convite feito à imprensa, a assessoria da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) adiantava o que profissionais de comunicação da cidade iriam encontrar na visita à sede da pasta, na Avenida Rui Barbosa 530, em Santa Terezinha, que aconteceu na tarde de ontem. O texto da convocação do encontro dizia que o prédio apresentava rachaduras nas paredes, janelas sem trinco e anfiteatro e alojamento deteriorados. Sem dinheiro para recuperar o edifício, a secretaria pretende buscar parceiros para realizar as melhorias necessárias.

Jornalistas, vereadores e integrantes do Conselho Municipal de Desportos (CMD) e alguns atletas locais puderam constatar a situação do local em uma breve caminhada pelo Centro de Apoio ao Esporte Amador Professor Caetano Evangelista (Cesporte). E o que se viu foi um lugar que mostra, por toda parte, o desgaste de seus 31 anos desde a inauguração, no dia 30 de maio de 1981. Parte dele hoje é utilizada como depósito de aparelhos de ginástica para serem instalados em praças e locais públicos. Até mesmo o recém-inaugurado ginásio, situado atrás da sede da secretaria, tem problemas, como a proximidade das pilastras da quadra de jogo e a instalação elétrica improvisada.

Segundo o titular da SEL, Francisco Canalli, o objetivo da visita era mostrar a realidade da atual sede da secretaria. Sei que outros secretários também estão encontrando dificuldades, mas me considero o primo pobre das secretarias. Nosso prédio necessita muito de reparos. Tivemos – e ainda temos – que refazer grande parte do telhado por conta de infiltrações, a grande maioria das janelas não se fecham e há rachaduras nas paredes. Para se ter uma ideia, retiramos daqui cinco caminhões do Demlurb cheios de entulho interno, contou o secretário.

Um dos problemas mais urgentes a serem resolvidos é a situação de um transformador no lado de fora do Cesporte que pode desabar, colocando em risco um ponto de ônibus muito movimentado na Avenida Rui Barbosa. A Cemig já condenou o equipamento que, inclusive, tem alguns de seus suportes de madeira rachados. Estamos aguardando um posicionamento para sua retirada, pois com recursos próprios não temos como fazê-lo, explicou Canalli.

Sem dinheiro para reformar o Cesporte, o secretário busca recuperar o local através de parceiros. É um edifício que tem espaços muito interessantes, apesar de sua atual situação. Vamos trabalhar, através de parcerias – um doa a tinta, outra cede a mão de obra, por exemplo, buscando que o prédio tenha uma realidade diferente e que isso possa refletir em cada atividade que queremos desempenhar pelo esporte em Juiz de Fora.