Missão (quase) cumprida
Consegui. Quase exatamente como planejei. Cumpri os 7km da Corrida da Fogueira, no último sábado, em 37min 43s. Um pouco acima do que pretendia – queria fazer por volta dos 35 minutos -, mas, valeu. O importante é que provei ser capaz de correr em um ritmo forte e ainda terminei a prova com um gostinho de quero mais – talvez, se tivesse atingido o tempo planejado não teria essa sensação de que ainda posso melhorar mais.
Sei exatamente onde o tempo saiu do meu controle. Após o início, no qual nós, corredores amadores, somos obrigados a caminhar até o pórtico de largada por conta do volume de pessoas na festa do atletismo local, acabei ficando em um ritmo mais fraco do que podia no início da avenida Rio Branco. Passei o primeiro quilômetro para 5min36s e o segundo para 5min40s. Só depois disso – já passando próximo ao Largo do Riachuelo – decidi que era hora de fazer força. Acabei forçando no pior trecho da prova, que são as descidas e subidas do Mergulhão e a subida de volta do cruzamento da Rio Branco com a Independência até o trecho em frente à Santa Casa. Se tivesse me soltado no início, talvez meu tempo fosse menor.
Mas a prova não foi só o tempo que fiz. Aliás, acho que isso foi o menos importante até. Curti tudo. Desde a concentração até cruzar a linha de chegada. Vi a Rio Branco tomada por corredores – uma imagem que não vai sair da cabeça – encontrei com a turma do Exército (que corre em formação, certinha e cantando todo o tempo) no melhor lugar, o Mergulhão – confesso que, como eles, bati palmas e cantei – e vi muita gente se superando para completar.
Nos metros finais da prova, tudo desaparece da visão. Passei a somente escutar – uma manifestação de carinho do público, devidamente incentivado pela minha família, que não vou esquecer nunca – e tinha a imagem fixa da chegada na minha cabeça. Aí, acelerei. Cruzei a linha como 64º de minha faixa etária (30 a 34 anos), que tinha 109 competidores, fui o 458º homem a completar o percurso e a 499º pessoa, das 1.232 que completaram a prova, a chegar. Apenas números, que não traduzem a emoção que senti em vencer esse desafio.
Aproveito para agradecer ao Wendell e à Tribuna, pelo projeto; aos companheiros e professores da equipe Saúde Performance; ao meu técnico Marcos Hallack; à minha família e, claro, aos leitores que embarcaram nessa viagem do sedentarismo à maior festa local do pedestrianismo comigo. Espero ter pelo menos mostrado que é possível mudar velhos hábitos e buscar uma vida melhor através do esporte. Posso garantir: é gratificante.
Essa foi apenas a minha primeira prova. Pelo menos até a edição número 65 da Corrida da Fogueira, em 2012, vou continuar a ver vocês correndo por aí!









