Com gosto de vitória
O marcador apontou igualdade ao fim dos primeiros 90 minutos do confronto entre Tupi e Aparecidense pela oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro, mas o Carijó pode se considerar vencedor do jogo de desse sábado (1º). Pela situação da partida e por ela ter sido disputada em Aparecida de Goiânia, em Goiás, a equipe juiz-forana conseguiu um bom resultado com o empate em 1 a 1, já que o gol marcado na casa do adversário é critério de desempate nesta etapa da disputa nacional. Na partida de ida, o meia Renato Xavier abriu o placar para a Aparecidense no primeiro tempo, e o atacante Núbio Flávio empatou para o Carijó na segunda etapa. As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo sábado, dia 7 de setembro, às 18h30, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, e o time de Juiz de Fora já entra em campo em vantagem, pois um empate em 0 a 0 classifica o Alvinegro de Santa Terezinha para as quartas de final.
Para o técnico do Tupi, Felipe Surian, sua equipe acabou saindo atrás por acaso, e as mudanças feitas no segundo tempo foram fundamentais para que o empate acontecesse. "Infelizmente, tomamos um gol no início, mas em uma fatalidade. O adversário estava pressionando, mas nada que não estivesse controlado. A falta desviou em uma coisa que acontece no futebol. Felizmente no intervalo, com a substituições, conseguimos arrumar a equipe pois estudamos bem o adversário e sabíamos como jogaríamos na segunda etapa. Conseguimos o empate e, agora, saímos com um bom resultado, pois podemos, diante do nosso torcedor, buscar a vitória ou até um empate em 0 a 0 e conseguir a classificação", avaliou o treinador em entrevista ao repórter Márcio Santos, da Rádio Solar AM.
Pressão
Com o meia Michel confirmado, que foi dúvida durante toda a semana, e o atacante Wesley mantido como titular, o que levou Núbio Flávio para o banco de reservas, o Tupi começou o jogo de sábado tentando surpreender os donos da casa na base da velocidade. Já a Aparecidense, querendo abrir o placar rapidamente, forçava as jogadas com o centroavante André Leonel, principalmente nas bolas paradas com cobrança do meia Zé Carlos.
Forçando o jogo pela direita de ataque, a Aparecidense aumentou a pressão a partir dos 10 minutos, acuando os carijós. As bolas alçadas na área continuavam sendo as principais alternativas para os goianos. Já o Tupi não conseguia permanecer com a bola para aliviar um pouco o sufoco pelo qual passava nos primeiros momentos da partida.
Acostumado com as pequenas dimensões do campo do Estádio Aníbal Toledo e com o estado do gramado, irregular e castigado pelo tempo seco de Goiás, a Aparecidense desenvolvia seu jogo. Já o Tupi só foi se acostumar a partir dos 17 minutos. Pouco depois, o Carijó teve duas boas jogadas com o centroavante Ademilson, que tentou de bicicleta, mas estava impedido, e em chute do volante Genalvo.
Carijó sai atrás, mas vai buscar
Quem abriu o placar foi o Aparecidense. Em cobrança de falta frontal, Renato Xavier chutou, a bola bateu na barreira e enganou o goleiro do Tupi, Victor Souza, morrendo no fundo das redes carijós. Logo após a abertura do placar, o árbitro paulista Rodrigo Amaral parou o jogo para hidratação das equipes por conta do forte calor e do tempo seco em Aparecida de Goiânia.
Quando a bola voltou a rolar, o Tupi tentava sair principalmente em jogadas pela esquerda. Mas quem continuava assustando era o time da casa. O volante Diego Lira aproveitou uma indecisão da zaga alvinegra e dominou sozinho, mas chutou alto demais. Aos 35 minutos, o volante Felipe Lima levou o cartão amarelo, o que o deixa de fora do jogo de volta no próximo sábado.
Quase no fim da primeira etapa, aos 40 minutos, o Tupi teve sua melhor chance quando, após a sobra de cobrança de falta, o zagueiro Silvio invadiu a área e bateu cruzado. Mas nenhum pé carijó apareceu para completar para o gol. Melhorando um pouco, o time de Juiz de Fora tentou articular as jogadas para buscar o empate, mas quase leva o segundo em lance de escanteio aos 48 minutos, quando o Silvio tirou em cima da linha a finalização de André Leonel. Assim, o 1 a 0 para a Aparecidense foi para o intervalo com as equipes.
Mudou o jogo
Voltando para o segundo tempo com o atacante Núbio Flávio no lugar de Felipe Lima e com Magnum na vaga de Henrique na lateral-direita, o técnico do Tupi tentava uma alternativa para empatar. As trocas levaram o time de Juiz de Fora a aparecer mais no campo ofensivo. O Carijó chegou a balançar a rede da Aparecidense aos 10 minutos, mas a arbitragem marcou impedimento de Ademilson.
Nervosa, a equipe da Aparecidense passou a dar espaços, e o Tupi melhorou na partida. Aos 17 minutos, no time da casa saiu Diego Lira e entrou Dodó para tentar reforçar a marcação e tirar os donos da casa do sufoco. Mas o Carijó continuava pressionando em busca da igualdade no marcador. Aos 24 minutos, em lance dentro da grande área dos goianos, o zagueiro Robert afastou contra a própria meta e quase fez contra. Na cobrança de escanteio, após a falha do goleiro Pedro Henrique, Núbio Flávio cabeceou, e Renato Xavier tirou em cima da linha.
O esforço do Tupi foi recompensado aos 35 minutos. O volante Genalvo enfiou para Núbio Flávio pela direita, ele ganhou da zaga, fugiu da falta e, de cavadinha, colocou no fundo da rede do Aparecidense, empatando a partida em 1 a 1. Destaque do Carijó, o autor do gol continuava em busca de mais um e infernizava a defesa dos donos da casa.
Na base da pressão, o time goiano saiu para cima do Tupi nos minutos finais, arriscando chutes e cruzamentos de praticamente todos os lugares a partir do meio de campo ofensivo. Já o Carijó tentava a virada em escapadas no contra-ataque. Mas o marcador permaneceu inalterado, e o time de Juiz de Fora terá a vantagem do empate sem gols par avançar às quartas de final na decisão da vaga no próximo sábado.








