Ouça agora

Nada no Balaio Se correr tudo bem


Por RICARDO MIRANDA

01/06/2013 às 07h00

Hoje será um daqueles dias lá em casa. Se correr tudo bem, minha esposa deve ficar pelo menos até amanhã de cara fechada. Não, não vou levar os amigos para almoçar. Também não há parentes distantes passando o feriadão aqui. Apesar de ser sábado, não tem nada a ver com ombros de fora, independentemente, de quem quer que seja. Aliás, quanto a isso, com casaco de lã ou capa de chuva, se correr tudo bem, nada disso vai importar. O problema, que não passa pelas condições climáticas ou datas comemorativas, envolve uma fatídica coincidência, dessas que estamos sujeitos pelo menos duas vezes por ano: o confronto entre Cruzeiro e Botafogo. Sim, de forma oficial e previamente determinada, lá em casa, estaremos hoje em lados opostos.

Pensei certa vez que, já distante de Belo Horizonte e de seu entorno, teria a sorte de encontrar um par de olhos negros sem nenhuma feição atleticana. Tivesse pensado mais, ampliaria a restrição também para os olhos com feição alvinegra. Botafoguense de pai e mãe, a dona lá em casa, já há alguns anos, parece ter arrefecido toda rivalidade com Flamengo, Vasco e Fluminense para se voltar contra o Cruzeiro. Na verdade, até nutria alguma simpatia pelo time do Garrincha e campeão brasileiro de 1995, mas não é mais a mesma coisa. Agora é na base do olho por olho e dente por dente. Hoje, não fosse o Seedorf, estaria mais tranquilo. Ainda assim, se correr tudo bem…