Papo de gandula: de pé
Caros e caras, o pior da eliminação do Tupi foi o sentimento de que essa era uma grande chance de fazer uma inédita final do Campeonato Mineiro. Realmente, quem esteve na Arena do Jacaré, como eu, acompanhou mais um jogo equilibrado, no qual, no início do segundo tempo, a sensação era de que o Carijó realmente estava bem próximo de abrir o placar – que o digam Léo Salino, com sua bola na trave, e Michel Cury, que não costuma perder gol da entrada da área. E em confrontos assim, onde impera a equidade de forças, quem sai na frente fatalmente vence, como acabou acontecendo. O que fica de bom é que o time de Juiz de Fora caiu de pé.
No lance capital da partida, erros da arbitragem mais uma vez – a enésima nas minhas contas – deram a vitória ao Atlético. Os melhores momentos das televisões de Belo Horizonte não mostram – de propósito, eu acho -, mas o gol dos atleticanos saiu de uma bola na mão considerada falta pelo árbitro Émerson de Almeida, na ponta direita do ataque.
O lance me trouxe à memória o primeiro jogo, sendo parecido com o pênalti não marcado por Cleisson Veloso no dia 22 de abril, em Juiz de Fora. A diferença principal é que, na primeira partida, o meia Mancini salta com os braços levantados na altura do rosto, e a bola, que ia para o gol, toca em um deles. Já no último fim de semana, o jogador do Tupi estava com o braço para baixo, junto ao corpo, quando a pelota esbarrou nele. E, para mim, o fator principal de diferenciação entre as situações foi: o primeiro foi a favor do Tupi, e o segundo para o Atlético. Na sequência do último sábado, a bola é cruzada para a área, André derruba Ademilson que o marcava, não é anotada falta para o Tupi, a bola sobra para Neto Berola, que aciona Danilinho para este cruzar na cabeça de André – sozinho por ter se livrado com falta de Adê – cabecear e marcar.
Mas não é hora de lamentar, é tempo de comemorar a reação no Estadual e a pressão colocada no invicto Atlético. É tempo de tentar conservar a base do elenco – acredito que perdas serão inevitáveis, mas o grosso do grupo deve ser mantido – e focar na Série C. A julgar pelo potencial demonstrado no primeiro semestre, o ano do centenário ainda reserva algumas alegrias para a torcida carijó.









