Vendas crescem menos em supermercados


Por Tribuna

31/07/2013 às 07h00

O faturamento do setor supermercadista mineiro desacelerou nos seis primeiros meses de 2013 em relação a igual período do ano passado. Neste ano, o semestre fechou com alta de 3,3%, enquanto em 2012, o índice chegou a 7,5%. Segundo a Associação Mineira de Supermercados (Amis), que divulgou os dados nessa terça-feira (30), os resultados apresentam reflexos do atual cenário econômico brasileiro. Isolado, junho registrou alta de 4,4% na comparação com igual período do ano passado, mas, no comparativo com maio, houve queda de 2,41% – maior do que a registrada em 2012, quando o índice, negativo, ficou em 0,25%. Também considerando os números referentes apenas a junho, a Zona da Mata apresentou resultado negativo (-2,89%) na comparação com maio, obtendo o quarto pior índice do estado. Em 2012, a região registrou crescimento de 2,8% – o segundo melhor desempenho de Minas Gerais.

Não vejo como uma desaceleração, mas como uma estabilização. A população está comprando apenas o necessário. Era um resultado já esperado. As empresas que conseguem obter algum crescimento ou estão inaugurando novas lojas, ou partiram para as promoções, explica o vice-presidente da Amis, o empresário juiz-forano Jovino Campos. Para ele, a alta do dólar também influenciou os custos de produção, e consequentemente, os preços de produtos, principalmente nos importados, que podem comprometer os resultados no final do ano. Acredito que não será tão bom quanto foi em 2012, principalmente por não ter havido aumento no poder aquisitivo dos trabalhadores.

Na visão do superintendente da mesma entidade, Adilson Rodrigues, mesmo não obtendo resultado semelhante ao de 2012, o semestre tem índice positivo, dentro de uma economia morna, uma vez que a massa salarial e empregos têm sido mantidos. É uma freada leve no consumo, já que é o consumidor quem decide gastar por conta, o que não é o caso agora, e economizar por conta, o que vem acontecendo. Muitas redes estão investindo em promoções, uma manobra que pode segurar o faturamento, mas comprometer o lucro.

O superintendente acredita que o setor deva alcançar a meta de crescimento deste ano, fixada em 4% pela Amis, mas não tem expectativa de superá-la, atingindo o índice de crescimento de 2012: 4,96%. O lucro é o que nos preocupa. O ideal seria fechar o ano com 2% sobre o faturamento. Mas, para este ano, esperamos lucro de até 1,5% sobre o montante.