Evento nacional em JF discute sustentabilidade
Com foco na sustentabilidade de edificações, cerca de 600 alunos, estudantes de pós-graduação e pesquisadores do Brasil e da América Latina na área de engenharia e arquitetura participam do XIV Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (Entac), que começou ontem em Juiz de Fora e vai até amanhã. Esta é a primeira vez que evento é realizado em Minas Gerais. O ambiente construído envolve as etapas de projeto, técnicas e gestão do seu processo de criação e consolidação. O foco são edificações em construção, assim como adequação nas obras já existentes, afirma a professora do mestrado em Ambiente Construído da UFJF e presidente do comitê organizador do Entac, Maria Teresa Gomes Barbosa.
Apesar da discussão mundial para enquadramento dos empreendimentos no conceito de sustentabilidade, com imóveis ecologicamente corretos, os custos elevados dos materiais e tecnologias a serem utilizados nas edificações têm sido entrave para a disseminação da cultura verde no Brasil. Na Europa, por sua vez, edificações deste tipo já são uma exigência.
Para o professor da UFJF e presidente do núcleo local do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/JF), Marcos Olender, o investimento um pouco mais caro no início da construção pode trazer benefícios a longo prazo. Por exemplo, planejar um isolamento térmico acústico, colocar uma janela em um local que permita a circulação do ar, faz com que se evite a implantação do ar-condicionado futuramente. É uma preocupação que produz mínimo de agressão ao meio ambiente, pondera.
Dois produtos desenvolvidos por estudantes do mestrado em Ambiente Construído da Faculdade de Engenharia podem ganhar o mercado em breve. A professora do curso, Maria Teresa Gomes, divulga que os itens estão em fase de liberação da patente. A previsão é de que os novos materiais sejam autorizados até o fim do ano. Não podemos divulgar detalhes por causa do sigilo, diz.
Inovação
O evento traz especialistas internacionais como a professora da Universidade do Minho, em Portugal, Manuela de Almeida. Segundo ela, diferente do que se percebe em Juiz de Fora e no país, o foco na sustentabilidade nas edificações já é recorrente na Europa. Manuela conta que nos 27 países membros da União Européia, o momento agora é de otimizar a relação custo-benefício para implantação de medidas eficazes para reabilitação sustentável das edificações.
Na Europa, 40% da energia é consumida em edifícios. E, por isso, torná-los mais simples é uma temática privilegiada, reforça. Apesar das diferenças existentes entre os países europeus e o Brasil, ela acredita que a reabilitação sustentável deve tornar-se uma obrigação. É preciso metas para consumo de energia e determinar soluções que exijam custo ótimo, reforça Manuela.









