Hotéis de Minas têm ‘pior 1º semestre’
O setor de hotelaria mineiro encerrou o primeiro semestre do ano com resultados negativos e, após a realização da Copa das Confederações – que serviria para testar diversos setores ligados ao turismo no país sede da Copa do Mundo -, as perspectivas para o restante do ano não são boas. "Tivemos, talvez, o pior primeiro semestre dos últimos dez anos em Minas Gerais, o que não deslumbra nenhuma expectativa para o segundo semestre", destacou nesta segunbda-feira (29) o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Sindhorb) e da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Minas Gerais (Fhoremg), Paulo César Pedrosa, em visita a Juiz de Fora. Ele participou de um encontro que reuniu representantes de sindicatos de Juiz de Fora, Belo Horizonte, Uberlândia, Montes Claros, Uberaba, Patos de Minas, Passos, Itajubá, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Timóteo e Araxá.
Para Pedrosa, os reflexos da queda no ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chegaram aos hotéis, prejudicando o desempenho do setor, que tinha boas expectativas para 2013. Diante dos resultados dos primeiros seis meses do ano, Pedrosa teme pelo efeito pós-copa. "A Copa das Confederações em Belo Horizonte foi um grande teste para a Copa do Mundo, porém, a questão é saber se conseguiremos lotar os hotéis para o evento. Na capital, a lotação foi boa apenas para a semifinal do campeonato. Minas Gerais é carente de espaços para grande eventos, convenções e congressos. Pecamos pela falta de grandes espaços. Quem nos atende semanalmente é o coorporativo (empresas), que garante lotação semanal de até 70%. Se dependesse apenas da Copa, o setor de hotelaria estaria vazio." Segundo o presidente, dos 200 hotéis que compõem a rede hoteleira da capital, apenas 10% foram beneficiados com a realização da Copa das Confederações. "Após os eventos, quem deve sair ganhando são os consumidores, que terão maior oferta e mais poder de negociação."
Quanto à realidade juiz-forana, ele acredita que a cidade depende da instalação de uma seleção ou delegação. "Juiz de Fora tem vantagem quanto a proximidade com o Rio de Janeiro. É uma característica diferente. Recentemente recebeu vários jovens que participaram da Jornada Mundial da Juventude, o que pode vir a se repetir durante os próximos eventos. O Rio de Janeiro não comporta toda a demanda. Estrutura e estádio municipal existem. É preciso trabalho político de entidades que compõem o setor de turismo e articulação do prefeito junto ao governador." Atualmente, Juiz de Fora tem 4.500 leitos, disponíveis em 42 estabelecimentos.
As autoridades presentes firmaram o compromisso de realizar em Juiz de Fora, na segunda quinzena de setembro, o primeiro seminário destinado à Copa do Mundo e às Olimpíadas. Juntamente com entidades patronais e a Federação dos Empregados em Turismo e Hospitalidade do Estado de Minas Gerais (Fethemg), serão discutidos assuntos como a estrutura e qualificação de mão de obra. "Tive a feliz notícia de saber que o sindicato em Juiz de Fora saiu na frente e já está promovendo cursos de qualificação para atendentes, cozinheiros, camareiros, entre outros", comenta Pedrosa.











