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Cachaça de Minas Gerais chega a 14 países e ganha guia para impulsionar exportações

Documento orienta produtores na conquista de novos mercados


Por Tribuna de Minas

29/06/2026 às 18h18

Minas Gerais concentra cerca de 40% dos estabelecimentos produtores de cachaça do país em 256 municípios, sendo destaque na produção e na comercialização da bebida para os mercados interno e externo. Só em 2025, o estado exportou 337 toneladas de cachaça, alcançando receita de US$ 1,5 milhão e chegando a 14 mercados internacionais.

Entre os destinos, o Uruguai foi responsável pela compra de US$ 478,7 mil da bebida, seguido por Estados Unidos (US$ 446,1 mil), Itália (US$ 264,7 mil), Austrália (US$ 91,8 mil) e Reino Unido (US$ 79 mil). A expectativa é aumentar esses resultados para os próximos anos.

Para isso, o Governo de Minas lançou o “Guia Abrindo Fronteiras: Oportunidades de Exportação para a Cachaça Mineira”, voltado a produtores, empresas e entidades do segmento nesta segunda-feira (29), durante evento realizado em Montes Claros.

O documento reúne informações sobre a produção de cachaça em Minas Gerais, análises de mercados, perfis de consumo e orientações para a exportação da bebida a fim de auxiliar produtores na identificação de oportunidades no exterior e no planejamento de internacionalização da bebida.

“Este guia vai aproximar nossos produtores de cachaça das oportunidades disponíveis no mercado internacional. Além de fortalecer a cultura exportadora, esperamos que esta ferramenta valorize cada vez mais esse produto que carrega a identidade e a excelência de Minas Gerais”, destaca a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa.

“A cachaça de alambique tem papel socioeconômico crucial em Minas Gerais, visto que a maioria dos alambiques emprega mão de obra qualificada, impulsionando a geração de emprego e renda. Este guia de exportações surge como uma valiosa ferramenta de fomento à internacionalização da nossa cachaça, trazendo orientações essenciais para apoiar o produtor na conquista de novos mercados”, afirma a diretora de Comercialização e Mercados da Seapa, Sandra Carvalho dos Santos.

A produção de cachaça de alambique também tem forte valor cultural. O processo tradicional de fabricação foi reconhecido como patrimônio cultural de Minas Gerais pela Lei Estadual nº 16.688/2007, reforçando a importância da atividade como expressão da identidade mineira e do saber-fazer tradicional.

(Com informações da Agência Minas)