Pronto atendimento do Hospital da Unimed tem modelo inédito
Portas estão abertas para urgência e emergência desde o dia 22; metodologia Smart Track garante agilidade e qualidade

Referência para mais de 300 mil pessoas da Zona da Mata mineira e do Sul Fluminense, o Hospital da Unimed Juiz de Fora abriu as portas do seu pronto atendimento no último dia 22, recebendo urgências e emergências durante as 24 horas diárias. Em entrevista coletiva virtual, nesta sexta-feira (28), a equipe responsável destacou que o serviço funciona com a metodologia Smart Track nos casos clínicos, que seria inédita na região e promete assegurar fluxo de atendimento inteligente, ágil e seguro. O objetivo é evitar as longas demoras e o tradicional “vai e volta” do paciente à sala de espera, por meio de um movimento contínuo, iniciado com as opções selecionadas pelo usuário em um totem instalado na recepção. Com a inauguração do setor, o Hospital da Unimed atinge quase a totalidade de seu funcionamento, oferecendo baixa, média e alta complexidade. Os próximos passos são a abertura das áreas de obstetrícia e de UTI neonatal.
Outra novidade comemorada pelos gestores é o Pronto Atendimento Virtual, uma extensão do já conhecido Disque Coronavírus (3249-5709), que passa a receber também casos clínicos diversos, além daqueles sintomáticos da Covid-19. A diretora de provimento de saúde da Unimed Juiz de Fora, Nathércia Abrão, destaca que, dos quase seis mil pacientes orientados nesse modelo em meio ao cenário da epidemia, desde 20 de março, apenas 8% precisaram de atendimento presencial, embora todos sejam monitorados até o desfecho. “Ainda estamos na pandemia, que se prolongou, e os números não são favoráveis, inclusive em Minas e Juiz de Fora. Por isso, o Pronto Atendimento Virtual é importante, para aquele paciente do grupo de risco ou que pode estar com medo de ir ao hospital e se contaminar. Estamos prontos e treinados para definir o nível de cuidado necessário”, garante Nathércia, mostrando grande expectativa com as duas novidades.
A diretora de provimento de saúde informa que a metodologia Smart Track existia apenas em grandes redes de hospitais de capitais e é utilizada na Fórmula 1. “Os pacientes clínicos são imediatamente atendidos e com extrema segurança. Sabemos que a grande queixa de porta de hospital é a espera.” Segundo ela, com a opção selecionada no totem, o fluxo é estabelecido, e o paciente passa a ser acompanhado no percurso de atendimento. “A área física também é apropriada para que isso aconteça.”
Entrada independente
O Pronto Atendimento do Hospital da Unimed tem entrada independente e acessos adaptados aos protocolos de segurança contra a Covid-19. Além da arquitetura plana, está equipado para todos os níveis de complexidade em uma área de mais de 1.300 metros quadrados, composta por 39 salas e serviços de apoio: Centro de Diagnóstico por Imagem, Laboratório de Análises Clínicas, Centro Cirúrgico completo com 10 salas e Hemodinâmica, UTIs humanizadas, Centro de Oncologia e Infusões e andares de internação “com modelo único de atenção”.
O diretor técnico, Cláudio Reiff, reitera que o hospital foi pensado para atender da melhor forma o público. “Sabemos que pacientes ficam até quatro horas esperando. Identificamos esse problema e pesquisamos nos hospitais de ponta. O Smart Track reduz a espera em mais de 50%, com atendimento linear e contínuo. Nos seis dias de funcionamento, a média foi em torno de 12 minutos, entre apertar o totem e receber o atendimento. Também temos 20 leitos da UTI mais moderna, dando retaguarda também para os pacientes graves, clínicos e de trauma.”
Parceria público-privada no futuro
Durante a entrevista coletiva desta sexta, o presidente da Unimed Juiz de Fora, Hugo Borges, falou da satisfação de estar à frente deste momento. “A Unimed não é apenas uma operadora de saúde, é uma cooperativa médica”, diz ele, ressaltando o comprometimento dos cerca de 1.500 médicos cooperados que compõem a unidade no município. “Também temos quase 900 funcionários, sendo uma das maiores empregadoras de mão de obra de todo tipo.” Segundo ele, a palavra de ordem na Unimed é “cuidado”. “Sempre tivemos um atendimento humanizado, desde que começamos, há 47 anos. Havia um desejo muito grande de fazer diferença.” Ele ainda demonstra sua vontade de, futuramente, poder realizar alguma parceria do tipo público-privada. “Incomoda ser, de certa forma, uma ilha. Sabemos que 75% da população não tem acesso a estrutura parecida com esta.”
Sobre as dificuldades enfrentadas pelo grupo em decorrência da pandemia, o diretor administrativo-financeiro, Darlam Kneipp, pontua ter sido fundamental prever a crise, para poder negociar com fornecedores. “Vimos uma economia solidária, onde um lado entendia o outro. Teve sim um impacto financeiro, mas de forma tranquila. Apesar de tudo, conseguimos manter os pagamentos, inclusive de nossos médicos cooperados.” Ainda conforme ele, a Unimed vem recuperando sua capacidade financeira, mas a epidemia ainda preocupa, tanto que 380 funcionários estão em home office. “A insegurança ainda é muito grande, não só na Unimed, mas em todas as empresas”, avalia, enquanto é aguardada a chegada de uma vacina.
O diretor de relacionamento e mercado da Unimed, Glauco Araújo, ressalta que a cooperativa local, sem fins lucrativos, movimentará R$ 600 milhões apenas em 2020, incrementando a economia da cidade, que conta com 130 mil clientes, 180 prestadores de serviço, além dos 1.500 médicos cooperados. “Juiz de Fora nunca viu nada parecido como o Hospital da Unimed, com toda infraestrutura e tecnologia possível. Temos também pessoas afinadas para tornar cada atendimento uma experiência ímpar de cuidado.”









