Operadoras de telefonia móvel em JF prometem melhorias


Por Tribuna

28/08/2013 às 07h00

Operadoras de telefonia celular se comprometeram, nesta terça-feira (27), a realizar melhorias no serviço prestado em Juiz de Fora. Para isso, Oi e Claro anunciaram investimentos que somam cerca de R$ 11 milhões até o primeiro semestre de 2014. Sem revelar valores, a Tim informou que a cidade receberá nove novas estações no próximo ano. As declarações foram feitas durante audiência pública que debateu, na Câmara Municipal, a qualidade do serviço prestado na cidade. De acordo com representantes das empresas, os projetos de melhoria esbarram na dificuldade de obtenção do licenciamento para a criação dos sites, que seria incerta quanto aos prazos e valores. Os secretários municipais de Meio Ambiente e Atividades Urbanas, pastas envolvidas no processo de autorização, discordaram. Na reunião, também foi discutida a necessidade de sinal de telefonia na zona rural juiz-forana.

O descontentamento com os serviços prestados pelas operadoras tem sido cada vez mais frequente entre os juiz-foranos, conforme o coordenador do Serviço de Defesa do Consumidor (Sedecon), Carlos Alberto Gasparete, também presente à audiência. Neste mês de agosto já foram registradas 700 queixas no órgão. "No início do ano recebíamos, em média, 70 queixas", compara. "O problema com sinal é o mais citado pelos usuários do serviço." Os registros mostram que a Oi é a empresa mais reclamada, seguida por Claro, Vivo e Tim, nesta ordem.

Com 327 antenas na cidade, a Oi afirmou que aguarda a liberação do município para a criação de mais oito sites, que são os locais onde ficam as antenas que realizam a transmissão de sinal. "Não temos previsão de quando receberemos esta autorização, o que dificulta a empresa nortear os projetos de melhoria", destacou o representante da operadora Marcos Antônio Borges. Ele comunicou que até dezembro desse ano a Oi irá investir R$ 990 mil na cidade. "Só em 2013 já investimos mais de R$ 1 milhão."

O projeto de expansão da Tim prevê a criação de nove sites juiz-foranos em 2014. "Dependemos da autorização da Prefeitura, mas esperamos que tudo dê certo", disse o representante Ricardo Mascarenhas. A operadora já possui 33 estações em funcionamento na cidade.

No caso da Claro, sete sites aguardam a licença há dois anos. "O nosso trabalho para melhorar o serviço tem sido contínuo. Com a aprovação destas estações poderemos estender e aprimorar nossa cobertura", disse o representante André Carvalho. Segundo ele, a empresa tem o compromisso de implantar a tecnologia 4G até maio do ano que vem. "Iremos investir cerca de R$ 10 milhões só em Juiz de Fora." Ele destacou a necessidade do Poder Público local analisar os trâmites para o licenciamento. "O prazo de uma licença em Belo Horizonte tem duração de dez anos, aqui é de apenas um ano", comparou.

A representante da Vivo, Layla Ribeiro, também solicitou melhorias no trâmite para o processo de licenciamento e a regulamentação de taxas e prazos das licenças. "Hoje as operadoras convivem com uma incerteza muito grande. Não se sabe quando sairá a autorização, nem quanto será cobrado. Regulamentar estas questões nos ajudará a agilizar as melhorias na qualidade do serviço."

 

Taxa em lei

 

O secretário municipal de Meio Ambiente, Luís Cláudio Santos Pinto, explicou que a taxa cobrada pela licença ambiental é estabelecida pela Lei Municipal 11.929. "Atualmente, o valor cobrado é de R$ 8.746,14", declarou. "Nós não temos nenhum interesse em colocar restrições para o licenciamento, pelo contrário, temos o interesse que as operadoras instalem suas antenas." A opinião foi reiterada pelo secretário de Atividades Urbanas, Basileu Tavares. "O mesmo digo pela SAU, não queremos segurar processo nenhum. O que acontece é que muitas vezes não há entrega de todos os documentos, por vezes falta autorização da Anatel, e o processo fica parado", afirmou. "Queremos o progresso da cidade com legalidade."

 

Zona Rural

 

O Legislativo cobrou das operadoras a presença de sinal na área rural de Juiz de Fora. Na ocasião, o vereador Noraldino Júnior entregou documento com 300 assinaturas de moradores da região de Valadares. "Que este documento também simbolize o pedido de outras áreas rurais da cidade em que as pessoas estão incomunicáveis pela ausência de telefonia." Na ocasião ficaram ainda estabelecidas a criação de uma comissão de vereadores que irá analisar a situação dos distritos da cidade e a realização de nova reunião com as operadoras para discutir o assunto na primeira quinzena de setembro.