Startup tem aporte de R$ 500 mil


Por Tribuna

28/05/2013 às 07h00

A startup juiz-forana Qrânio, empresa de base tecnológica que promove aprendizado por meio de games, recebeu aporte de R$ 500 mil reais para desenvolvimento do seu produto. O investimento, feito por um empresário carioca sob o modelo de investidor anjo, é o segundo conquistado em menos de dois anos de atuação da empresa. O primeiro foi durante a realização da Campus Party, em fevereiro do ano passado, quando a Qrânio venceu uma competição com mais de outras 200 startups brasileiras e foi selecionada para participar do processo de aceleração da Wayra, que incluiu o investimento de R$ 150 mil da Vivo.

Segundo o empresário e fundador do projeto, Samir Iázbeck, a meta da Qrânio para 2013 é atingir um milhão de usuários e faturar R$ 3 milhões. Nos próximos meses, a empresa mudará de sede e irá ampliar para 25 o número de funcionários. Queremos nos tornar referência global de conteúdo de qualidade destinado à massa até 2017, almeja. Segundo ele, hoje a maior parte dos 90 mil usuários que acessam plataforma são de Brasil, Portugal e Laus, respectivamente. Com o desenvolvimento do produto em inglês e espanhol, a participação pelo mundo irá aumentar.

De acordo com Iázbeck, o game – no qual usuários respondem perguntas e acumulam, a cada acerto, uma moeda fictícia que pode ser trocada por prêmios – possui cerca de 250 empresas parceiras no Brasil. A realidade é bem diferente de quando começamos, com apenas dez. Hoje recebemos mais de um contato diário querendo firmar parceria, comemora. Os contratos mais recentes foram fechados com as marcas Tilibra e Frutella.

Rede pública

Outra parceria realizada foi com a secretaria de Ciência e Tecnologia da Prefeitura do Rio de Janeiro. A ideia é levar os games da Qrânio para áreas carentes da cidade, explica Iázbeck. Existe o compromisso de que a ferramenta, enquanto apoio pedagógico, será desenvolvida para a rede pública de ensino, diz. Na avaliação do empresário, o principal desafio para os negócios das startups no Brasil é a falta de conhecimento do mercado e, consequentemente, de apoio. O Rio é uma exceção. Nos locais selecionados, a Prefeitura irá propiciar o uso do jogo, que pode ser acessado pelo site, aplicativo em rede social e smartphones.