Troca de presentes movimenta comércio

Lucas Berzoini foi ontem ao Centro trocar uma camisa de numeração menor que ganhou
Um dia depois do Natal, os juiz-foranos voltaram ao comércio para trocar produtos. Nesta quarta-feira (26), a maior parte das lojas do Centro ficou movimentada em função de consumidores que não ficaram satisfeitos com os presentes. "Cerca de 90% dos clientes que estiveram aqui vieram fazer algum tipo de troca", afirma o gerente da Taco, Pedro Paulo Guedes. Segundo ele, apesar de o Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelecer troca obrigatória apenas em caso de defeito, as lojas costumam fazê-lo quando os produtos não agradaram por conta de tamanho, cor ou modelo. "É uma maneira de fidelizar o cliente, prezar pelo bom atendimento."
Este foi o caso do universitário Lucas Berzoini, 20 anos. A camisa que recebeu de presente da tia era menor e o modelo não agradou. "Preferi resolver o mais rápido possível. Mesmo o produto não tendo defeito, consegui trocar tranquilamente." O estudante Pablo Reis, 17 anos, também conta que não teve problemas com atendimento na hora da troca, mas não conseguiu encontrar o produto que desejava. "Gostei do chinelo que ganhei, mas a numeração era menor. Decidi não perder tempo para trocar, mas não achei o mesmo modelo. Estou levando outro."
Com a demanda dos consumidores, a gerente da Armadda, Magda Alvim, conta que a loja conseguiu aumentar as vendas ontem. "As pessoas vieram para trocar e aproveitaram para fazer uma compra adicional, esta situação ocorreu com, pelo menos, 30% dos nossos clientes." O estudante Lucas Moreira, 16 anos, foi um destes consumidores. "Troquei tênis, bermuda e comprei outras coisas também."
O superintendente da Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Carlos Alberto Gasparete, ressalta que as lojas não são obrigadas a trocar quando o produto está em perfeito estado. "É um acordo de fidelização, mas que não é regra geral." Em caso de defeito, o que implica em troca obrigatória, ele orienta procurar o estabelecimento o mais rápido possível. "É dever do lojista respeitar o prazo de garantia. Para isso, o consumidor deve apresentar a nota fiscal ou a etiqueta que vem anexa ao produto."
Resultado
As vendas de Natal deste ano aumentaram 8% em relação ao ano passado, conforme levantamento realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora (CDL). De acordo com a entidade, os segmentos de vestuário, acessórios e perfumaria foram os que mais se destacaram. Na avaliação do presidente da CDL, Vandir Domingos, os próximos dias serão de saldo positivo para o comércio. "Este momento de troca dos presentes é muito importante pelas oportunidades de fidelizar clientes e fazer uma nova venda. Em seguida, os lojistas se preparam para as grandes liquidações de janeiro, que pretendem movimentar o setor."









