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Aluguel de imóvel de luxo chega a R$ 8 mil em JF


Por Flávia Lopes

27/10/2011 às 07h00

Enquanto imóveis residenciais, no perfil de um ou dois quartos, localizados na área central, demoram em média duas semanas para serem alugados, os apartamentos ou casas de luxo seguem na contramão deste movimento. Tais moradias ficam pelo menos quatro meses fechadas, aguardando um locatário. A estimativa é da Associação Juizforana de Administradoras de Imóveis (Ajadi), que avalia uma redução na procura por imóveis de pelo menos quatro quartos, com preços variando entre R$ 2.500 e R$ 3 mil na cidade, podendo chegar a até R$ 8 mil.

Segundo o presidente da associação, Antônio Dias, colocar apartamentos ou casas nesse perfil para aluguel é raro, e o público mais comum é composto de pessoas que estão em processo de construção ou reforma de suas casas e também empresários que vêm à cidade para prestar serviços por prazo determinado e têm o gasto com moradia custeado pela empresa contratante. Também não vemos pessoas colocando esses imóveis para locação. Normalmente há casos de proprietários que vão passar temporada no exterior e não querem deixar o imóvel fechado, ou mesmo pessoas que compraram outro apartamento e não querem se desfazer deste bem.

Para Washington Frade Pires, um dos sócios da Invest Administradora e Corretora de Imóveis, a baixa procura por este tipo de moradia vem ocorrendo devido às facilidade para compra e financiamento de imóveis. Normalmente, as pessoas que optam por esses imóveis estão em trânsito na cidade para prestar algum tipo de serviço. Não é um locatário que vai morar por um período mais longo, avalia. Ainda de acordo com Frade, imóveis com aluguel acima de R$ 2.500 não levam menos que três meses para serem procurados.

Para o sócio da imobiliária Ribeiro e Arrabal, Júlio Ribeiro, o fator que mais impacta na demora para a locação de algum imóvel é a avaliação acima do valor do mercado. De acordo com ele, há casos em que os imóveis chegam a ficar entre cinco e seis meses fechados. A cobrança de aluguel com base no percentual de 1% sobre o valor de venda do imóvel não é real hoje. Quem tenta colocar este preço não consegue alugar e acaba baixando o valor para não continuar arcando com os custos de condomínio e IPTU, que geralmente são altos.

Na Troiano Imóveis, a responsável pelo setor de locações, Sandra Cavalcanti, também avalia uma queda na procura por este tipo de moradia. Normalmente, quem busca apartamento nesse perfil são pessoas que vêm de fora. Na cidade, não temos muita demanda por imóveis de luxo e mesmo os com preços um pouco menores. Temos uma cobertura de dois quartos no valor de R$ 1.400 que está há mais de dois meses para locação.