Brasil supera Reino Unido e se torna 6ª maior economia do mundo
Informações da Agência Estado revelam que o Brasil já superou o Reino Unido economicamente, conforme foi divulgado em matéria do periódico britânico "The Guardian". Segundo análise de uma equipe de economistas, a economia brasileira ocupa agora o posto de sexta maior do mundo, já que a crise bancária de 2008 e a subsequente recessão teriam afetado o Reino Unido em grandes proporções. Enquanto isso, o Brasil, maior economia da América do Sul, cresceu rapidamente no rastro das exportações para a China e Extremo Oriente.
"O Brasil tem batido os países europeus no futebol por um longo tempo, mas batê-los em economia é um fenômeno novo. Nossa tabela de classificação econômica mundial mostra como o mapa econômico está mudando, com os países asiáticos e as economias produtoras de commodities subindo para a liga, enquanto nós, na Europa, recuamos", afirmou o chefe-executivo do Centro de Pesquisa para Economia e Negócios (CEBR, em inglês) do Reino Unido, Douglas McWilliams. Segundo o "The Guardian", a instituição prevê que a Rússia e a Índia deverão crescer economicamente durante os próximos dez anos, levando a economia do Reino Unido a cair ainda mais, para a oitava posição. O órgão também estima um recuo ainda mais rápido para a economia francesa, que passará a ter o nono lugar entre as maiores economias do mundo. Ainda de acordo com o CEBR, a Alemanha também deve declinar para a sétima colocação em 2020.
Previsões
Conforme previsão do CEBR, a União Europeia continuará a ser o maior bloco comercial coletivo do mundo, embora uma recessão deva atingir o crescimento mundial no próximo ano. Ainda de acordo com o "The Guardian", estimativas recentes do centro apontam um recuo global para 2,5% em 2012. A instituição alertou, no entanto, que em um cenário envolvendo "a saída de um ou mais países da zona do euro, defaults soberanos e falência e resgate de bancos poderá provocar uma desaceleração ainda maior do crescimento da economia mundial em 2012, para 1,1%.
Já as economias emergentes, que viram seus mercados de ações despencarem nos últimos meses, à medida que os investidores avaliavam as consequências da crise do euro, vão recuperar a sua dinâmica. Para o Brasil, a projeção do CEBR é de crescimento de 2,5% em 2012, após avançar 2,8% neste ano. A China terá expansão de 7,6%, a Índia, de 6%, e a Rússia, de 2,8%.









