JF tem pior saldo de vagas para junho desde 2007
O saldo de empregos com carteira assinada em Juiz de Fora em junho foi de apenas 6, resultado da diferença entre 5.733 admissões e 5.727 demissões. O número é o pior registrado para o mês desde 2007, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. O resultado é 85 vezes menor em comparação com junho do ano passado, quando o saldo ficou em 515 oportunidades, e 44 vezes menor em relação a maio deste ano, quando foram contabilizados 269 novos postos. Apesar do resultado, no acumulado do semestre, o saldo de contratações ficou positivo em 3.247 vagas, número 58% maior que no mesmo período de 2011, com 1.197 empregos.
Os setores que tiveram resultado positivo no mês passado foram indústria de transformação (103 vagas), serviços (82) e serviços de utilidades pública (2). Já comércio (-129), agropecuária (-37), administração pública (-11), extrativa mineral (-3) e construção civil (-1) computaram mais demissões que admissões. De acordo com o presidente da Fiemg Regional da Zona da Mata, Francisco Campolina, é possível afirmar que a indústria vive um bom momento, embora o saldo de empregos seja apenas um dos indicadores econômicos do setor. Temos que verificar faturamento, arrecadação, consumo de energia e outros fatores para uma análise mais detalhada. No entanto, se estamos contratando pessoal é porque a atividade vai bem. Nossa expectativa é que as coisas melhorem neste segundo semestre, pois o período eleitoral representa crescimento para as indústrias gráficas.
O comércio também tem boas expectativas para o período. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti, o número maior de demissões no mês de junho mostra estagnação do setor, mas o quadro será modificado a partir de julho.
No país, o saldo de contratações ficou 53% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. Foram contratados 120.440 pessoas no mês passado, o pior resultado para meses de junho desde 2009, quando o Brasil vivia o auge da crise financeira internacional. Em junho de 2011, o saldo havia sido de 255,4 mil postos abertos.









